Especialistas abordam importância de gerenciar estoque corretamente

Busca pelo estoque satisfatório, que não peca pelo excesso e nem pela falta de materiais, é um dos caminhos para uma indústria mais produtiva

Publicado em 30 de dezembro de 2017 | 9:00 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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Gerenciar estoque de forma ineficiente pode comprometer a imagem da empresa junto aos clientes, que contam com o produto que a empresa se propôs a fornecer. A afirmação é do consultor em melhoria de produtividade do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, Walter Ribeiro da Rocha Junior. “Ademais, itens armazenados são vulneráveis a desgastes e avarias, podendo comprometer aspectos de qualidade e, consequentemente, a credibilidade da empresa. Além disso, o controle de estoque visa reduzir o máximo possível os custos relacionados com essa operação”, complementa Rocha.

Shutterstock

gerenciar estoque

Estoque deve oferecer facilidade na identificação dos materiais, acesso rápido e uso racional do espaço físico

Além da imagem da empresa, gerenciar corretamente o estoque é fundamental para o empresário que busca maior competitividade no negócio. Por meio da redução de custos envolvidos com armazenagem, o industrial obtém um significativo ganho também na margem dos produtos. Por outro lado, deve-se ter cuidado para que não haja falta de mercadorias.

“Como não ter estoque é impossível, o que o empresário consegue é chegar a um nível satisfatório, em que ele não tenha excesso de gastos com a manutenção e nem prejuízo oriundo da falta de um determinado material. Chegar nesse ponto é possível e necessário, desde que se aplique ferramentas adequadas ao modelo de produção da empresa”, explica a professora doutora em engenharia de produção da USP, Márcia Mazzeo Grande.

Tipos de estoque

– Matérias-primas: itens adquiridos e recebidos, mas que ainda não entraram no processo de produção
– Produtos em processo: matérias-primas que estão na etapa de fabricação, ou aguardando para entrar nesta fase
– Produtos acabados: itens finalizados e prontos para serem comercializados, podendo ser retidos na fábrica, depósito central ou em um Centro de Distribuição
– Suprimentos de manutenção, reparo e/ou operação: nesse tipo de estoque ficam os itens utilizados na produção, mas que não fazem parte do produto, como ferramentas, peças sobressalentes, material de limpeza, etc.

Ferramentas para gerenciar estoque

Existem diversos meio de gerenciar estoque, sejam programas ou ferramentas de gestão que podem, facilmente, serem colocadas em prática no dia a dia da fábrica. Dentre elas, Rocha Junior destaca as práticas do 5S, do PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que Sai).

Para negócios mais informatizados, há os softwares de gestão WMS (Warehouse Management System ou Sistemas de Gerenciamento de Armazém) e APS (Advanced Planning and Scheduling ou Planejamento Avançado da Produção), que fornecem dados precisos para parâmetro, controle e tomada de decisões.

Objetivos de gerenciar estoque

1 – Determinar o que deve permanecer em estoque, tempo de reposição e quantidade necessária de estoque
2 – Informar o departamento de compras para executar a aquisição de novos itens
3 – Receber, armazenar e distribuir o material estocado de acordo com as necessidades e layout do espaço físico
4 – Inventariar periodicamente o estoque para avaliação da quantidade e qualidade do material guardado
5 – Identificar e retirar do estoque os itens avariados, vencidos e impróprios para uso

Tipo de produção

Divulgação Senai

gerenciar estoque

Segundo Rocha, uma dica para o layout de um estoque é aplicar a estratégia da curva ABC, e dar prioridade para produtos de maior circulação

Para definir qual o a ferramenta de gestão mais adequada ao negócio, os industriais devem se atentar ao modelo de produção que norteia a fábrica. “Dependendo da forma de produção de uma empresa, os indicadores e necessidades mudam. Por isso é muito importante que o industrial saiba se a sua produção é puxada ou empurrada”, aborda Márcia.

Outro indicador de performance estratégica de planejamento de produção é o giro de estoque. Para calculá-lo, Rocha explica que basta dividir a quantidade vendida de um determinado item pela quantidade daquele item em um determinado espaço de tempo.

“O contra da balança para este indicador refere-se à qualidade do serviço logístico para o cliente. Uma das opções seria o nível de serviço, onde seriam mensurados o número de pedidos completamente atendidos no prazo sem renegociações. Se de 300 pedidos atendidos no mês, 220 foram atendidos no prazo, meu nível de serviço está em 73%”, analisa o consultor do Senai.


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