ForMóbile 2016: o potencial do acrílico para diferenciar o móvel

Dia do Acrílico apresenta desfaz mitos sobre o material e mostra possibilidades de uso

Publicado em 26 de julho de 2016 | 19:58 |Por: Cleide de Paula

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Um dos destaques da programação paralela do primeiro dia da ForMóbile 2016 é o Dia do Acrílico. A proposta do evento promovido pelo Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico (Indac) é mostrar como a matéria-prima pode ser aplicada ao móvel para gerar diferenciação e atender um nicho que busca sofisticação e criatividade em peças de mobiliário e decoração.

João Orlando Vian, executivo do Indac, abriu a série de apresentações destacando o cenário do mercado de acrílico no Brasil. Segundo ele, essa indústria apresenta crescimento médio ao ano de 5%. O ano de 2013 registrou um pico de consumo de acrílico de 12 mil toneladas. Em 2015 foi consumido 9.700 toneladas. Nesse montante, o volume de chapas importadas representa entre 35% e 40%.

Vian explicou que o segmento de comunicação visual é hoje o maior consumidor de chapas de acrílico, por conta da utilização do material em Pdvs, displays e outros materiais de sinalização.

A indústria moveleira responde por apenas 150 toneladas de consumo acrílico. Em percentual isso equivale a 12% do volume total ou apenas R$ 12,3 milhões.

“O acrílico representa 0,1% no volume de compras da indústria moveleira. Isso é risível. É um volume muito pequeno que representa para um material que pode valorizar tanto o móvel”, destaca o executivo.

João Orlando Vian detalhou algumas ações do Indac como assessoria gratuita de projetos, a Bolsa de Negócios Indac que gera oportunidades de negócios para os associados e os treinamentos que ocorrem a cada 2 meses.

O baixo uso do acrílico no mobiliário pode estar relacionado a desconhecimento, observar o componente preço ou a mitos comuns sobre o material. Vian esclareceu 4 mitos sobre o acrílico:

1 – Nem tudo que parece é acrílico. “Os conhecidos Box para banheiro de acrílico não é de acrílico, mas sim poliestireno. Um material quebradiço e inseguro!”, orientou.

2 – O acrílico não amarela com o sol. “O que amarela são outros plásticos que às vezes são chamados de acrílico. Se assim fosse, o acrílico não seria tão usado em fachadas e outros materiais de sinalização de ficam expostos ao tempo”, alerta Vian.

3- Acrílico risca, mas sai. “O acrílico é um material que deve ser limpo de forma adequada com limpo  com pano e macio. Deve ser lavado apenas com sabão neutro. O uso de álcool e solventes danificam a peça, fazendo-a craquelar e gerando efeitos de fissura”, esclarece o executivo.

4 – O alto preço das chapas de acrílico. O material custa em média R$ 22,00 por quilo, valor que pode se assemelhar a outros materiais usados na fabricação de móveis.

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Dentre outras propriedades, o acrílico é capaz de refletir a luz, é mais leve que o vidro, resistente, com alta capacidade de resistir à pressão, podendo ser trabalhado a partir de diferentes técnicas como corte a laser, moldagem por sopro, dobradura etc. Além de compor móveis, acessórios, luminárias, pode ser usado em cobertura de construções como o Estádio Olímpico de Munique, por exemplo.

O arquiteto Carlos Rizzo, da Acrilaria, é um entusiasta do uso do acrílico, material que começou a trabalhar por acaso e se encantou com as diversas possibilidades como pintura, impressão. Uma de suas criações mais cativante é a mesa lateral cristal, fabricada em chapa de acrílico de 15mm nas dimensões 63 cm (comprimento) x 45 cm (largura) x 45 cm (altura). Rizzo já teve criações premiadas pelo Premio Design de Acrílico e um de seus desejos é montar sua própria oficina para trabalhar e explorar o material. “Em meus próximos projetos pretendo combinar o acrílico com a madeira, aço e explorar a questão da cor”, relata.

Na indústria moveleira, o polo de Bento Gonçalves (RS) lidera o uso do acrílico na fabricaçao de móveis. Sào exemplos de empresas que apostam no potencial da matéria-prima, a S.C.A e a Móveis Simoneto.


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