ForMóbile 2016: Adecol mostra adesivo PUR 100% resistente

Na Feira, a Adecol apresentará também hotmelt, PUR, PUR frio, PVA com resistência D3 e D4, além da linha de hotmelt específica para e dos limpadores de coleiro

Publicado em 12 de julho de 2016 | 8:30 |Por: Cleide de Paula

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Líder de mercado, Adecol investe no adesivo PUR, que garante 100% de resistência em colagem para a indústria moveleira. Aplicando menos adesivo, a nova cola CQ-610 é um hotmelt monocomponente à base de poliuretano reativo, que aumenta qualidade e valor agregado dos produtos finais por eliminar qualquer problema de descolagem, e será o destaque apresentado pela empresa na 7a ForMóbile de 26 a 29 de julho

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Adaptação de coleiros hotmelt para PUR by GP Service

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Adaptação de coleiros hotmelt para PUR by GP Service

 

Uma empresa voltada para o futuro e focada no desenvolvimento de inovações, assim é a Adecol, maior fabricante de adesivos industriais com capital nacional e uma das três maiores do País. Com este perfil, a empresa vem se posicionando de forma contundente para alavancar mercados em que atua, como é o caso da indústria moveleira.

No mundo, segundo dados de um levantamento feito pela Adecol em parceria com a GP Service, o adesivo PUR responde por 40% do mercado moveleiro, enquanto que no Brasil este produto representa apenas 1% das colas utilizadas no mercado moveleiro. O restante, ou seja, 99% do mercado, é dividido entre hotmelts, adesivos vinílicos e colas de contato.

Por isso, a Adecol está investindo na disseminação de informações e na viabilização da substituição de outros tipos de adesivos para o PUR CQ-610. “Estaremos com um estande de 20 metros quadrados (Rua H – estande 187) na 7a ForMóbile (Feira Internacional de Fornecedores da Indústria de Madeira e Móveis, que acontece de 26 a 29 de julho no Pavilhão do Anhembi) com foco total no aumento da utilização do PUR. O principal motivo para essa ação é que a indústria moveleira concorre diretamente com os produtos internacionais, seja no mercado interno ou através das exportações e para nós é muito importante que essa indústria seja cada vez mais competitiva neste cenário global. Um dos pontos chave para este fortalecimento é o aumento da utilização do adesivo PUR”, explica Alexandre Kiss, diretor comercial da Adecol.

Na feira, a Adecol também levará sua linha completa de produtos para a indústria moveleira, composta por hotmelt, PUR, PUR frio, PVA com resistência D3 e D4, além da linha de hotmelt específica para e dos limpadores de coleiro.

Por quê o PUR é o adesivo mais utilizado pela indústria moveleira internacional?

“Existe um motivo muito importante para o PUR ser tão utilizado internacionalmente. Este adesivo nas aplicações da indústria moveleira está ligado diretamente à qualidade e valor agregados dos produtos finais. Estamos falando de benefícios muito significativos em questão de maior resistência, maior durabilidade e segurança para os móveis, maior resistência a intempéries, alta aderência e aproveitamento”, revela Alexandre Kiss.

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PUR CQ-610 by Adecol

Por quê a indústria brasileira resiste ao PUR?

Mesmo perdendo espaço para concorrentes estrangeiros, a indústria moveleira brasileira tem ano após ano resistido à substituição de adesivos industriais pelo PUR. “O motivo é quase sempre o mesmo: o adesivo é de difícil utilização e demanda um grande investimento em maquinário”, conta o diretor.

Para a Adecol que produz toda a linha de adesivos industriais para a indústria moveleira esta resistência não deveria incomodá-la já que continuaria a fornecer matéria-prima para a indústria nacional. “Nos mantemos em plena expansão mesmo com a crise porque pensamos sempre no futuro. Se alavancarmos a indústria moveleira brasileira com o que há de mais moderno no mundo, essa indústria se fortalecerá e terá mais demanda para nós, é uma simples correlação de mercado”, revela Kiss.

Desmistificando o PUR

Dando seguimento à uma estratégia iniciada em 2015, a Adecol está investindo em desenvolvimento de PUR, transmissão de informações, treinamento de empresas e na oferta de uma solução completa com adaptação de maquinário. “Estamos trabalhando para mostrar ao mercado que é possível aderir ao PUR com um investimento muito menor do que ele imagina. Se um maquinário novo é avaliado em aproximadamente €120 mil (cerca de R$ 519 mil) na Europa, a adaptação que a GP Service desenvolveu com a Adecol custa aproximadamente R$ 25 mil. É uma grande economia para poder ter uma tecnologia premium como o PUR”, conta Peter Brill, da GP Service.

Alemão radicado na América do Sul, Peter já atuou no mercado de máquinas na Alemanha/Brasil e no mercado de adesivos industriais brasileiro, e atualmente se divide entre Brasil e México cuidando de adaptações de maquinários até a representação de matérias-primas.

O PUR exige um maquinário específico, principalmente por ser reativo à umidade e até hoje, os fabricantes de máquinas só tinham interesse em fazer a venda de equipamentos completos. “É por isso que a indústria moveleira brasileira tem postergado a atualização. Comprar maquinários completos novos representa um grande e, muitas vezes, inviável investimento”, finaliza Peter.

O desenvolvimento do conjunto PUR para a adaptação em máquinas de marcas variadas foi feito por Peter e sua equipe ao longo de dois anos. Hoje ele trabalha com adaptações à pronta-entrega que podem ser instaladas em apenas três horas.

Benefícios do PUR

O PUR resiste à água, água salgada, água quente, solventes orgânicos, detergentes. Resiste também à ação do sol e da chuva. Além da resistência, um dos grandes diferenciais do PUR é que, durante sua aplicação, ele reage à água, ou seja, funciona bem em madeira, absorvendo sua umidade natural. Seu acabamento é superior, não mancha, o que é evidenciado em peças escuras. “O rendimento do PUR é alto e o peso necessário por peça reduzido, aumentando a qualidade final. Por ser um adesivo não-reativável e que sofre reação química com o contato do ar, uma vez curado ele não pode ser alterado, diferente do hotmelt que se for aquecido volta para o estado líquido e é ativado novamente”, explica Alexandre. Assim, o PUR oferece resistência e acabamento que garantem produtos finais com maior valor agregado e zero de manutenção da colagem no pós-venda, viabilizando o cumprimento e o aumento da garantia oferecida aos clientes e aumento da produtividade.

“Dois bons exemplos de como o PUR oferece muitos benefícios ao Mercado moveleiro são móveis que ficam no banheiro, que sofrem com a umidade, já que o PUR resiste 100% a intempéries como calor, umidade e frio. Outro caso, é o fato das fitas de bordos, que coladas com hotmelt têm um ótimo acabamento, porém com uma resistência muito menor e em alguns casos uma série de descolamentos, principalmente pós-venda” exemplifica Alexandre Kiss.

A parceria da Adecol com a GP Service engloba um pacote completo para os clientes da indústria moveleira. “Oferecemos a solução completa para as empresas que quiserem se modernizar e terem um diferencial de mercado. A adaptação do maquinário, a matéria-prima e o treinamento dos funcionários para a utilização adequada do PUR”, conta Alexandre.

Antes da aplicação, o PUR é uma matéria-prima sensível e demanda um treinamento dos funcionários que irão manuseá-lo. Como ele reage à umidade, a limpeza da linha de produção é fundamental. Sua rentabilidade e acabamento também dependem deste treinamento, que uma vez bem executado, gera diferenciais imbatíveis no produto final.

Em questões ambientais o PUR também agrega benefícios, porque é livre de solventes e exige menor consumo de água.

Mercado e cenário econômico

Em um primeiro momento, a indústria de móveis planejados será o grande foco da inovação, pela demanda cada vez maior de qualidade dos produtos finais. No exterior, o maior uso do PUR, utilizado há mais de 20 anos na indústria moveleira, é em móveis de cozinha e banheiros por sua alta resistência. “Uma cozinha planejada de R$ 25 mil deve utilizar cerca de 200g de PUR, aproximadamente R$ 11,00, graças ao seu alto rendimento. É um custo-benefício que vale o produto final que se entrega”, revela Peter Brill.

Na atual crise econômica, a indústria moveleira não se safou. Apesar disso, investindo R$ 5,1 bilhões em maquinários e inovações o setor conseguiu manter um crescimento de 3,4% em 2013 e estabilidade em 2014. Com a alta do dólar, as exportações podem ser uma alternativa de negócio e inovações que tornem os produtos nacionais competitivos e atraentes em mercados estrangeiros surgem em boa hora. Quinto maior produtor de móveis do mundo, o Brasil é apenas o 31o no ranking de exportadores do setor.


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