Fimma Brasil 2017 inicia em Bento Gonçalves (RS)

Evento de abertura conta com presenças do governador do Rio Grande do Sul e do prefeito de Bento Gonçalves

Publicado em 28 de Março de 2017 | 16:25 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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A 13ª edição da Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fimma Brasil 2017) está aberta. Com objetivo de apresentar soluções para a indústria moveleira, o evento que segue até 31 de março, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, contou com solenidade de abertura com presença da presidência do evento e autoridades políticas.

O presidente da Fimma Brasil 2017, Rogério Francio, o presidente da organizadora do evento, Movergs, Volnei Benini, o presidente da Abimóvel, Daniel Lutz, o presidente da Apex Brasil, embaixador Roberto Jaguaribe, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin e o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, pronunciaram ao público presente.

“A Fimma Brasil 2017 abre suas portas hoje com o que temos de mais representativo no setor. Definimos as excelências nos projetos e serviços e só atingimos esse objetivo com uma razão, trabalhando em equipe”, pontuou o presidente da Fimma Brasil 2017, Rogério Francio.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Fimma Brasil 2017

Da esquerda para direita: Roberto Jaguaribe, Guilherme Pasin, José Ivo Sartori, Volnei Benini, Rogério Francio e Daniel Lutz

O presidente da Movergs, Volnei Benini, assinalou que a iniciativa privada, por meio das empresas e suas entidades, estão fazendo a sua parte. “O trabalho da Movergs e da Fimma Brasil, em consonância com a Abimóvel, são exemplos claros de como as instituições que defendem as indústrias e seus associados são importantes e fomentadoras no desenvolvimento da gestão e sabedoria da competitividade”, disse.

“A indústria moveleira tem em sua essência o compromisso de assumir a postura proativa diante dos obstáculos. Somos um setor que investe, que gera postos de trabalho, qualifica a mão de obra, capacita seus colaboradores para enfrentar o desafio da competição global. Mas isso não significa que não precisamos do apoio dos governantes para continuar gerando riqueza e contribuir para o crescimento do nosso país”, acrescentou.

Medidas
Benini prosseguiu assinalando ações de reivindicações para que o Brasil adote políticas mais claras e objetivas na questão da melhoria da produção e da competitividade. “Precisamos de políticas duradouras que estimulem a retomada do crescimento e da estabilidade e não de políticas que apenas fazem que o consumidor passem por picos de compra, assuma dívidas e gere uma outra estagnação pela falta de crédito e pela falta de poder de compra corroída pela alta taxa inflacionária”, disse.

Visitantes esperam encontrar diferenciais competitivos

Outro ponto a ser enfrentado, segundo ele, é a diminuição da carga tributária. “O atual formato está tornando inviável produzir nesse País. Nesse sentido, a reforma trabalhista traz um alento. O que precisamos é adequar o sistema de arrecadação para que sua aplicação seja útil, real e percebida, e não desviada”, criticou.

Exportação
Ele também abortou para políticas de internacionalização. “Precisamos de políticas exportadoras adequadas ao longo prazo, com regras claras que permitam as empresas competirem globalmente”, falou. “Jamais ganharemos espaço no contexto global, se embutirmos na exportação os tributos e os encargos do Custo Brasil”, alertou.

“Hoje, em nossa opinião, são pontos críticos a infraestrutura portuária, aeroviária, logística, estrutura de abastecimento, barreiras alfandegárias e a segurança”, acrescentou.

O presidente da Apex Brasil, Roberto Jaguaribe, também se pronunciou e disse que o Brasil tem dificuldades conhecidas, como a logística. “É um problema que afeta o setor moveleiro e vários outros. Temos um esforço para com o Governo Federal para fazer investimentos na área de infraestrutura que espero que tenham resultados. Temos um núcleo importante que tem tido resultados em aeroportos e espero que assim seja para rodovias e ferrovias”, contou.

Mercado
Para o presidente da Abimóvel, Daniel Lutz, realizar uma feira desse porte não é uma tarefa fácil frente ao atual momento da economia brasileira. “Os últimos três anos foram cruciais e desafiadores para o setor, para o País e para a sociedade brasileira. No entanto, a indústria vem fazendo a sua parte e prova disso é o que vemos hoje na feira, motivo de orgulho para todo o Brasil”, afirmou.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Fimma Brasil 2017

Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori

“A partir de alianças estratégicas no setor e do trabalho conjunto, temos a missão de melhorar a competitividade da indústria nos mercados internos e externo”, acrescentou Lutz. Entre outros objetivos, ele também destacou a busca em “alcançar novos nichos de mercado, posicionar nossa indústria no mercado internacional, e enfrentar os entraves macroeconômicos legais, tributários e logísticos, são desafios e demandas que vamos construindo em conjunto com apoio do governo, Apex Brasil e também da CNI”.

Após um pronunciamento contagiante do prefeito de Bento Gonçalves (RS), Guilherme Pasin, que ressaltou a importância do povo da cidade, o Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, destacou a relevância da feira. “É entre muitas e inúmeras potencialidades do Rio Grande do Sul, que temos o orgulho de termos o maior polo moveleiro do nosso País”, disse.

“Muitos indicadores demonstram a importância desse setor, como geração de emprego, renda, e aquilo que é contestado, mas tem que se reconhecer, tributos, além de resiliência e compromisso com a qualidade. Tudo isso, faz da Fimma Brasil, sempre um sucesso. Aqui vemos na prática, há tantos anos, a troca de conhecimento, a geração de oportunidades, o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor moveleiro, juntamente com a credibilidade garantida da Movergs”, pontuou.

Para finalizar, Sartori ressaltou que sempre diz que “a caminhada é longa, precisamos seguir em frente, fazendo o que precisa ser feito. Eu afirmo o seguinte. Sempre sem frente. Se não der, em frente. Porque essa é a única maneira de fazer as mudanças. Esse evento e esse município são exemplo do que nós conseguimos, o sucesso para a Fimma Brasil 2017. Mas não esqueçam o que disse Ulysses Guimarães, o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário”.


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