80% das indústrias paranaenses optam pela terceirização, diz Fiep

Com a nova legislação, 38% dos respondentes afirmam que haverá um aumento no volume na terceirização de serviços

Publicado em 12 de junho de 2017 | 15:51 |Por: Paulinne Giffhorn

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Após a nova regra de terceirização, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) encomendou uma pesquisa que apontou que mais de 80% das indústrias paranaenses contratam serviços terceirizados. Dentre elas, 56,1% terceirizam constantemente parte de suas atividades. O levantamento foi feito com 54 indústrias de todos os setores, regiões e tamanhos.

Com a nova legislação sobre o tema, os industriais tendem a aumentar o percentual de serviços terceirizados. O maior aumento proporcional para esse tipo de serviço será encontrado nas atividades que fazem parte do processo produtivo, apresentando um aumento que salta de 12,6% para 26,3%.

Transporte e logística deve subir de 24,2% para 30,5%; manutenção de máquinas e equipamentos, que hoje representa 23,2% do que é terceirizado, deve aumentar para 34,7%. De acordo com os industriais, os serviços de segurança e vigilância passarão de 23,2% para 30,5%.

Foto | Rogério Theodorovy

Fiep - Terceirização

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, acredita que a terceirização gere bons resultados à indústria

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirma que a terceirização é um instrumento que pode trazer importantes ganhos de produtividade para as indústrias. “A terceirização é amplamente utilizada nas cadeias produtivas em todo o mundo. Com a nova lei, as indústrias brasileiras poderão buscar o serviço de empresas especializadas em determinadas etapas de seus processos produtivos, o que se reverterá em aumento da qualidade, maior eficiência e ganhos de competitividade”, diz.

A afirmação é comprovada pelos resultados da pesquisa. No total, 35,4% dos industriais apontam a redução de custos como um forte fator para a contratação de outras empresas para realizarem certas atividades.

Já metade dos respondentes colocam a especialização da atividade como uma razão forte na hora decidir pela terceirizar. E a melhora na produtividade e na qualidade do que é produzido foram citados como uma justificativa moderada para a terceirização por 43,2% e 34,1% dos entrevistados, respectivamente.

Certificação nos móveis

Campagnolo destaca ainda os avanços que a regulamentação do serviço terceirizado trará para as relações trabalhistas, possibilitando maior segurança tanto para empregadores e empregados. “A legislação é importante para garantir segurança jurídica para as indústrias que contratam serviços terceirizados e para o trabalhador, que terá seus direitos assegurados. Isso é fundamental para reduzir conflitos e melhorar o ambiente de negócios no país”, acrescenta.

Pixabay

Fiep - Terceirização

Mesmo com possibilidades de aumento na produtividade, industriais temem insegurança jurídica ou possíveis passivos trabalhistas

Com a sanção da lei 13.429, de 31 de março de 2017, 38% dos respondentes afirmam que haverá um aumento no volume de serviços terceirizados. Outros 58% dizem que a demanda por este tipo de serviço continuará igual e 4% acreditam que a terceirização tende a diminuir.

Dificuldades
A maior dificuldade encontrada pelos industriais no processo de terceirização é a insegurança jurídica ou possíveis passivos trabalhistas, apontados por 39,3% dos empresários que participaram da pesquisa. Custos maiores do que o esperado está em segundo lugar dentre as preocupações, com 19,7%. Parte dos empresários também afirma que o excesso de rotatividade e a falta de oferta de serviço são entraves, motivos apontados por 17,2% e 16,4% das indústrias respectivamente.

As indústrias paranaenses mostraram preocupação em relação às empresas prestadoras de serviços terceirizados. 39% delas verifica, antes de contratar, se a empresa cumpre com os encargos trabalhistas. Outros 38% checam se a empresa contratada cumpre com as normas de saúde e segurança do trabalho. Também são medidas para garantir qualidade e comprometimento dos terceiros estimular a empresa contratada a capacitar os terceiros, com 18,2% das respostas, e optar por contratar empresas conhecidas, apontado por 4% dos industriais.


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