Fibertex Nonwovens anuncia aquisição estratégica no Brasil

Fabricante dinamarquesa de não-tecidos adquire a Joint Venture brasileira DuPont Cipatex

Publicado em 6 de fevereiro de 2018 | 16:04 |Por: Ricardo Heidegger

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A Fibertex Nonwovens, empresa fabricante de não-tecidos e pertencente ao grupo industrial dinamarquês Schouw & Co., anuncia a aquisição da empresa brasileira de não-tecidos DuPont Cipatex. De acordo com a marca dinamarquesa, a estratégia é ter uma posição representativa no crescente mercado sul-americano e amplia gradualmente sua posição de destaque no mercado global como fornecedora de não-tecidos para a indústria automobilística. Além disso, o grupo dinamarquês pretende se consolidar como fornecedor estratégico de grandes indústrias europeias que atuam no mercado sul americano.

Com uma receita anual na casa dos DKK 1,4 bilhão (Coroa Dinamarquesa), em 2017, o que conversão para o real resulta em algo como R$ 750 milhões, a Fibertex Nonwovens conta com plantas em operação na Dinamarca, França, República Checa, Turquia, EUA e África do Sul.

Fundada em 2001 com a união da Dupont e Cipatex, a Duci teve receita anual de R$ 64 milhões em 2017 e conta com uma plataforma de produção da chamada tecnologia de “spunlacing”, um método bastante novo em que os não-tecidos são entrelaçados por jatos de alta pressão. Segunda a marca, esse segmento é a grande oportunidade de negócio que a Fibertex enxerga com a aquisição. A Duci passará a se chamar Fibertex Não-tecidos Ltda.

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Uma das grandes oportunidades que os executivos da Fibertex apontam é o mercado automotivo sul-americano. Um veículo médio consome, em média, 30 m² de não-tecidos, que são aplicados em faróis, assentos e prateleiras e até em aplicações externas, como em carcaças de roda, isolamento de motor. A companhia também tem interesse na entrada de wipes de alta performance no mercado brasileiro, setor em que a marca se destaca na Europa.

Oportunidades da Fibertex

As vendas cruzadas entre Europa e América do Sul também serão foco de oportunidade para ampliação de negócios, segundo a Fibertex. “Consideramos a aquisição da Duci como um grande passo na direção correta para a nossa estratégia de ampliação dos negócios”, afirma o CEO da Schouw & Co., Jens Bjerg Sørensen.

Para o diretor-presidente da Fibertex Não-tecidos, Carlos Eduardo Benatto, as empresas têm grande sinergia entre suas áreas de atuação e essa operação. “Trata-se de uma oportunidade para a ampliarmos nossa atuação em mercados em que estamos estabelecidos e, ainda, expandir nossa atuação para a América do Sul”, comenta o executivo.

Não-tecidos e Tecidos Técnicos

De acordo com a Fibertex, o segmento de Não-tecidos investiu mais de US$ 70 milhões em atualização tecnológica em equipamentos de última geração nos últimos cinco anos. Hoje, emprega no Brasil diretamente mais de 16,5 mil pessoas, apresenta um consumo aparente de 283.930 mil toneladas/ano, exportações de 31.990 toneladas/ano e importações de 40.272 mil toneladas/ano.

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Já o setor de Tecidos Técnicos investiu mais de US$ 47 milhões em atualização tecnológica e equipamentos nos últimos dois anos. Além de gerar cerca de 22 mil empregos diretos. Apresenta consumo aparente de 302.010 mil toneladas, exportações de 6.235 mil toneladas e importações de 44.973 mil toneladas.

(com informações de assessoria)


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