Exportação: vale apostar?

Câmbio em alta corrobora para exportação, mas especialistas frisam que é preciso ter planejamento estratégico

Publicado em 23 de outubro de 2015 | 14:19 |Por: Júlia Magalhães

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

 

As altas taxas do câmbio, para a indústria nacional, podem significar um aumento da exportação e ajudar o Brasil a equilibrar a balança comercial. A moeda norte-americana, pela primeira vez na história, fechou acima de R$ 4,00 em meados de setembro. Até o período, a alta acumulada passava de 52% no ano. Atualmente, embora tenha baixado (chegando próximo aos R$ 3,90), este cenário favorece na medida em que os produtos brasileiros podem entrar com maior competitividade em preço nos mercados internacionais.

Júlia Magalhães/Revista Móbile

Exportação

Com planejamento, o industrial entra com mais força em solos internacionais

Mas, na visão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), segundo o gerente de exportação, Christiano Braga, esse é um dado conjuntural que não deve servir de parâmetro para a entrada ou não nas exportações. “Trabalhamos com uma visão estratégica da exportação baseada na competitividade internacional das nossas empresas e da nossa oferta exportável.”

Braga ressalta que a competitividade deve fazer parte da estrutura da empresa, que deve se preparar para entrar no mercado internacional. Visão que vai de encontro à da gerente de Serviços de Internacionalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sarah Saldanha. Segundo ela, o câmbio valorizado permite que as empresas vejam nas exportações uma oportunidade para expandir suas receitas.

Leia mais
Exportação: impacto da Parceria Transpacífico
RG Móvel: impressão digital e ForMar
Especialista da Häfele fala sobre iluminação

Júlia Magalhães/Revista Móbile

Exportação

Há espaço para produtos conterrâneos em diversos mercados internacionais, frisa Sarah, da CNI

Para evitar os riscos, é preciso preparar-se e identificar na própria empresa e em seus produtos as vantagens comparativas que, somadas ao câmbio, podem sustentar a operação no exterior. Sarah, da CNI, recomenda que para participar efetivamente como player em um mercado externo o empresário, antes de iniciar as operações, faça três exercícios: “investigar o mercado, preparar o produto e identificar parceiro/cliente”.

O gerente da Apex-Brasil reforça que buscam não trabalhar situações conjunturais e estimula que a atividade de exportação seja vista como investimento de longo prazo. “Mas só é possível fazer isso de forma consistente e constante quando existe uma preparação prévia”, analisa Braga.

Acesse a edição 69 da RG Móvel Indústria & Marcenaria e confira matéria completa com dicas e soluções da Apex-Brasil e CNI sobre exportação.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile

Acompanhe o emobile nas redes sociais

Linkedin
Facebook