Exportação de móveis do Brasil acumula alta de 9,8% em maio de 2018

Segundo pesquisa da Abimóvel, os três estados do Sul do país foram responsáveis por aproximadamente 80% do volume de mobiliário exportado

Publicado em 18 de julho de 2018 | 15:26 |Por: Luis Antônio Hangai

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A exportação de móveis brasileiros, no conjunto das verticais de estofados, colchões, mobiliário de madeira e de metal, acumula alta de 9,8% entre janeiro e maio deste ano frente ao mesmo período do ano passado. Entretanto, o resultado isolado de maio de 2018 na comparação com o mesmo mês de 2017 apresentou retração média de 16,6%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Mobiliário (Abimóvel) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Leia aqui sobre as exportações de móveis de janeiro a setembro de 2018

O relatório faz parte do conjunto de ações de Inteligência Comercial e Competitiva do Projeto Brazilian Furniture e constitui um meio de acompanhar e planejar as ações de exportação do setor moveleiro nacional. A pesquisa revela ainda que o principal segmento de móveis exportado pelo Brasil é o de Móveis de Madeira: nos últimos 12 meses, no mínimo 85% das exportações foram deste segmento.

“Para as empresas exportadoras a valorização cambial e o mercado internacional são oportunidades para contrabalançar o cenário do ambiente interno. O mercado dos Estados Unidos, do Reino Unido e da América do Sul são os melhores destinos. A Abimóvel em parceria com a Apex-Brasil tem feito um forte trabalho com o Projeto Brazilian Furniture para promover e posicionar a indústria de móveis no mercado externo. Hoje atingimos a meta de mais de 100 empresas apoiadas em ações internacionais, gerando mais US$ 81,7 milhões no último ano”, afirma o presidente da Abimóvel, Daniel Lutz.

A exportação de móveis somou US$ 262,6 milhões entre janeiro e maio de 2018, resultado que representa crescimento de 5,2% em comparação com o mesmo período de 2017. Destacam-se os volumes de exportações para os Estados Unidos, com participação de 26,4% dos valores comercializados e um aumento de 7,6% em relação ao ano passado. Em 2º lugar aparece o Reino Unido com 11% de participação e a Argentina em 3º lugar, com 9,8% do total exportado.

O estudo também aponta que o Brasil importa móveis sobretudo da China, Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Alemanha, Polônia, Itália, Tailândia, França e Índia.

Sul concentra a exportação de móveis

Os três estados da região Sul são os maiores exportadores de móveis do Brasil. Juntos, Santa Catarina (38,5%), Rio Grande do Sul (27%) e Paraná (14,6%), correspondem a 80% do total de exportação de móveis entre janeiro e maio de 2018. Santa Catarina foi o estado que apresentou maior crescimento entre janeiro e maio frente ao mesmo período do ano passado (10%), seguindo pelo Paraná (7,3%) e pelo Rio Grande do Sul (3,8%).

Cidades do Sul do Brasil lideram exportações de móveis em 2017

Já o estado de São Paulo foi responsável por 42,3% das importações brasileiras de móveis entre janeiro e maio deste ano. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 12,5%, Paraná, com 10,3%, e Rio Grande do Sul, com m6,3%. Os três estados da região Sul, combinados, participaram com 29,1% dos valores importados até agora.

Inflação de móveis

Os preços ao consumidor de móveis apresentaram leve crescimento em maio com relação a abril de 2018 (0,37%) e também no acumulado do ano (0,3%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) geral apresentou crescimento de 0,4% na passagem de abril para maio e de 1,33% no acumulado do ano.

“Os indicadores mostram que a retomada do mercado está sendo aquém do que havia sido projetada, portando a tão esperada recuperação de 3% do PIB para 2018 não se concretizará e, em decorrência, os impactos se refletem principalmente na indústria, na geração de empregos e investimentos. O setor moveleiro, 8ª cadeia intensiva em mão-de-obra, também tem sentido fortemente esse impacto”, comenta Lutz.


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