A evolução das serras esquadrejadeiras

Mudanças relacionadas à matéria-prima e versatilidade fazem parte da história destas máquinas, que estão presentes há mais de 100 anos no mercado

Publicado em 5 de junho de 2014 | 14:03 |Por: Marina Werneck de Capistrano

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Em 1906, na Alemanha, Whilhelm Altendorf inventou a serra esquadrejadeira. Fundador da empresa que leva seu sobrenome, a ideia para a época foi considerada totalmente inovadora, pois permitiu que, pela primeira vez, se recortasse em ângulo reto perfeito sem a utilização de esquadro, régua, metro ou lápis, em uma serra circular de mesa.

“Na época em que foi inventado o princípio da esquadrejadeira, o marceneiro utilizava uma serra circular de mesa e tinha como auxílio para cortes apenas o batente paralelo. Havia a necessidade de poder fazer cortes em esquadro, e desta necessidade surgiu a mesa deslizante com batente esquadrejador, que se movimenta do lado esquerdo da serra”, explica o diretor da Altendorf do Brasil, Markus Ziel.

Divulgação Altendorf

A primeira serra esquadrejadeira inventada por Whilhelm Altendorf, na Alemanha

A primeira serra esquadrejadeira inventada por Whilhelm Altendorf, na Alemanha

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A evolução da tecnologia de corte acompanhou a evolução tecnológica mundial. “Os materiais disponíveis para a fabricação de máquinas e os materiais com os quais são fabricados os móveis também evoluíram. A tecnologia de corte se adaptou às necessidades do mercado”, diz Ziel.

Nestes 108 anos de história, o conceito continua o mesmo, mas houve um grande desenvolvimento em relação ao material utilizado para construir a máquina, a matéria-prima e a tecnologia aplicada para tornar o processo de corte mais preciso, produtivo e seguro.

Entendendo a matéria-prima

Inicialmente vamos imaginar a evolução das matérias-primas para elaboração dos móveis. “Tínhamos móveis feitos com madeira maciça. Hoje, temos os painéis de madeira reconstituída (MDF, MDP, por exemplo), e daí surge a necessidade de máquinas apropriadas”, contextualiza o analista de negócios sênior do setor de Serviços Tecnológicos e Inovação do Senai de Arapongas (PR), José Carlos Rehme.

Outro elemento importante mencionado por Rehme é que a madeira maciça passa por vários processos e, por fim, o acabamento (pintura, por exemplo). Já os painéis, imaginando a realidade de uma marcenaria, já estão com o acabamento, geralmente o BP.

Confira essa reportagem completa na edição 84 da revista Móbile Sob Medida.


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