Como escolher um centro de usinagem?

Dicas de como os marceneiros podem escolher o centro de usinagem ideal para sua oficina

Publicado em 19 de março de 2014 | 15:14 |Por: Marina Gallucci

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Extremamente útil para a produção moveleira, o centro de usinagem está disponível no mercado de diversos tamanhos, modelos, potências e opcionais que podem trazer facilidades também no trabalho de pequenas indústrias e marcenarias. Os campos de trabalho são variáveis e com muitas opções de dimensão de mesa em função do tamanho das peças a serem trabalhadas.

Para as marcenarias, o instrutor de marcenaria do Centro Tecnológico de Formação Profissional da Madeira e do Mobiliário – Senai/Cetemo, de Votuporanga (SP), Márcio Gasparoto, diz que o ideal é avaliar e planejar a produção, percebendo se ela é compatível com a produtividade da máquina.

Ele orienta que uma para marcenaria de pequeno porte o ideal é um centro de usinagem três eixos (X, Y, Z), com troca de ferramentas manuais, pois são utilizados basicamente esses tipos de usinagem: cortes em 90°, furações, canais e rebaixos. O profissional ressalta ainda que as máquinas sem magazine, ou seja sem a troca de ferramentas automáticas, têm um custo menor e atendem à demanda do setor sob medida.

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Já os fabricantes de móveis de médios e grande porte devem pensar em um centro de usinagem acima de três eixos, pois o mesmo possuem mais recursos tecnológicos com troca de ferramentas automáticas e tipos de usinagem complexos. “A conclusão que fazemos é que quanto maior a quantidade de eixos, proporcionalmente será o grau de complexidade da usinagem”, diz. Confira a seguir, os prós e contras na hora de adquirir um centro de usinagem, listados pelo profissional e pelo técnico de Oficina Mecânica, Bruno Alves de Souza, também do Senai/Cetemo de Votuporanga.

Vantagens
Maior versatilidade no processo;
Sistema de posicionamento, controlado pelo CNC, de grande produção;
Menor tempo de preparação da máquina e de interação do homem/máquina. As dimensões dependem, quase que somente, do comando da máquina;
Uso racional de ferramentas, face aos recursos do comando/máquina, os quais executam as formas geométricas da peça, não necessitando as mesmas de projetos especiais;
Aumenta a qualidade de serviço;
Facilidade na confecção de perfis simples e complexos, sem a utilização de modelos;
Repetibilidade dentro dos limites próprios da máquina;
Maior controle sobre desgastes de ferramentas;
Possibilidade de correção destes desgastes;
Menor controle de qualidade;
Profundidade de corte totalmente controlada;
Maior segurança do operador;
Economia na utilização de operários não qualificados;
Troca rápida de ferramentas reduzindo a fadiga do operador.

Desvantagens
Custo do equipamento;
Manutenção especializada;
Mão de obra qualificada: necessita de operadores mais especializados, mas em menor número;
Não tem vantagens para séries pequenas ou para peças únicas.


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