Entrevista: Téofanes Bogo fala sobre ferramentas de corte

A preservação e manutenção das ferramentas de corte pode fazer toda diferença na fabricação de móveis

Publicado em 18 de outubro de 2014 | 14:28 |Por: Thaís Laurindo

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“Ainda é frequente a manifestação do usuário de que após a segunda ou terceira afiação a ferramenta (WIDIA-MD) ficou mole. Isto não procede, o que acontece é que a afiação não foi feita com qualidade e a durabilidade do corte ficou muito menor”, é pontual Teófanes Bogo, diretor da Arte Diamante. Para evitar este tipo de erro, muito comum na fabricação de móveis, o diretor dá dicas de como realizar a melhor afiação, diz o que não se deve fazer e fala da importância da manutenção de serras, brocas e outras ferramentas de corte.

Divulgação Arte Diamante

Arte Diamante

Broca Helicoidal, referência 836, da Arte Diamante

Para ficar ainda mais por dentro do assunto e não cometer mais erros, além de conhecer as principais marcas do setor que trabalham no fornecimento de ferramentas de corte e de soluções em manutenção e afiação delas, a edição 87 da Revista Móbile Sob Medida – que já está em circulação – traz uma matéria exclusiva sobre a manutenção de serras e brocas. A reportagem conta com informações importantes cedidas por alguns dos principais especialistas da área no Brasil.

Leia mais:
– Sob Medida: informação de qualidade para a marcenaria
– Entrevista: softwares para o setor moveleiro
– Reveladas as empresas vencedoras do Top Móbile

A seguir, confira a entrevista exclusiva de Téofanes Bogo, da Arte Diamante.

Portal eMóbile

Teófanes Bogo

Teófanes Bogo, diretor da Arte Diamante, recebendo o certificado do Prêmio Top Móbile – marcas mais lembradas de 2014

Portal eMobile – Qual a importância de se fazer a correta manutenção e afiação de ferramentas para o corte de chapas?Téofanes Bogo – Infelizmente a grande maioria do empresariado do setor moveleiro do Brasil, seja ele marceneiro ou fabricante de móveis em série, não dá a atenção necessária à questão ferramentas. Eles compram máquinas de alta tecnologia, de alto valor e economizam na hora de adquirir ferramentas, optando muitas vezes pelas mais baratas e quase sempre enganando a si mesmo. Assim é também com a manutenção, colocando suas ferramentas na mão de empresas sem conhecimento técnico e com equipamentos sem a menor condição de fazer uma afiação de qualidade.

Quais são os principais erros cometidos pelos fabricantes na hora de fazer a manutenção de suas ferramentas de corte?
Bogo – Usar um rebolo duro, com alta concentração de diamante para que tenha maior vida útil do rebolo é um erro grave, que além de não proporcionar boa qualidade do fio, provoca facilmente trincos e consequentemente quebra das pastilhas.

E qual a maneira de acertar na manutenção?
Bogo –
Para se obter uma ferramenta que proporcione um bom acabamento e uma maior durabilidade do gume de corte é necessário adquirir ferramentas de qualidade, além de uma máquina apropriada e bom conhecimento de afiação, usando rebolos de boa procedência, com dureza, concentração de diamante e granulação adequados para cada situação. Uma alternativa viável é terceirizar com empresas que tenham estrutura e conhecimento para tal.

Qual o momento correto de se afiar uma serra?
Bogo – Quando o ruído deixa de ser suave e o acabamento já não é mais o desejado deve-se então afiá-la. Pode-se também fazer por tempo de trabalho (o que não funciona muito bem na marcenaria, em que não há uso contínuo da serra).

Como se obter a melhor vida útil da ferramenta?
Bogo – Para se obter melhor vida útil da ferramenta e o acabamento desejado, a relação entre RPM do eixo porta-ferramentas, o avanço em m/min. da peça a ser usinada e o número de cortes da ferramenta devem estar sincronizados.

Que a manutenção é necessária já está mais do que claro, mas o que os fabricantes podem fazer para preservar, da melhor maneira possível, suas serras?
Bogo – É extremamente aconselhável armazenar as ferramentas em local próprio, limpo e separadas umas das outras o suficiente para que ao manuseá-las não se toquem, evitando danos, muitas vezes de proporções significativas. Tenha sempre ferramentas no mínimo em duplicidade, evitando que você tenha que forçar o uso de uma ferramenta já desgastada para terminar um lote, comprometendo a qualidade da usinagem. E, ao contrário do que muitos pensam, esperar muito para afiar uma ferramenta não significa economia, pelo contrário, pois é necessário remover mais material para chegar no fio novamente.


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