Entrevista: Daniel Lutz faz balanço frente à Abimóvel

Para 2014, Daniel Lutz, presidente da Abimóvel, tem perspectivas de bons resultados e crescimento no mercado interno

Publicado em 6 de maio de 2014 | 14:18 |Por: Marina Werneck de Capistrano

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Industrial moveleiro de São Bento do Sul (SC), Daniel Lutz completou em janeiro último um ano na presidência da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Nesta entrevista exclusiva à Móbile Fornecedores, concedida em março por telefone, Lutz faz um balanço desse período à frente da entidade e fala do caminho ainda a percorrer. Destaca a necessidade de integração da cadeia produtiva moveleira e a importância do trabalho conjunto, fundamental para a conquista dos avanços pleiteados pelo setor.

Gelson Bampi

Reunião Abimóvel com Daniel Lutz

Reunião Abimóvel com Daniel Lutz

Móbile Fornecedores – Qual a avaliação que faz deste primeiro ano de gestão? Em que foi possível avançar e no que encontrou dificuldades?
Daniel Lutz – Eu fui convidado pelo presidente anterior, José Luiz [Fernandez], para assumir a presidência, e eu não imaginava a magnitude dos desafios que viriam pela frente. Por alguns dias fiz uma avaliação do convite, conversei com alguns colegas mais próximos do setor e resolvi que iria encarar este desafio. Junto com isso, visto que a imagem da Abimóvel estava bastante desgastada (até mesmo relacionada à crise que houve no setor), resolvemos fazer um trabalho para melhorar essa imagem, buscando algumas soluções junto à cadeia produtiva de madeira e móveis, em nível nacional. Então, iniciamos um trabalho de administração, transferindo a entidade para São Bento do Sul (SC). Desta forma ficava mais próximo o acompanhamento, como na parte contábil e financeira. Neste primeiro ano, nós fizemos um trabalho de ouvir os polos e o governo federal. Procurei colegas e outras entidades com as quais não tinha muito contato, e decidimos fazer uma ação para voltar a agregar e escutar os parceiros.

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E para 2014, quais são as expectativas? Projeta bom desempenho para o setor moveleiro em produção e vendas?
Lutz – Para 2014 estamos como perspectivas de bons resultados, porque há muito tempo os fabricantes e as indústrias de móveis vêm demonstrando que estão alinhados com o rumo do mercado, que tem variado muito. Mesmo em cenário de adversidades, temos conseguido achar novos caminhos para a competitividade do mercado. Outro ponto importante para ser destacado são os diversos programas do governo federal, que fomentaram os consumidores a adquirir moradia, e depois sua mobília pelo Programa Minha Casa Melhor. Temos a certeza de que podemos continuar crescendo no mercado interno.

Na entrevista à Móbile Fornecedores 250, o senhor destacou a preocupação em ampliar a exportação do setor moveleiro. Como a Abimóvel tem atuado nesse sentido?
Lutz – Em 2013 nós demos andamento às ações do Projeto Brazilian Furniture e foi consolidada a parceria com a Apex-Brasil, além das atividades constantes do Plano Brasil Maior. Agora, estamos iniciando um novo projeto Brazilian Furniture (para o biênio 2014/2015), com novo orçamento e nova agenda de ações. Além disso existe um grande interesse de vários segmentos na cadeia de móveis, na participação e busca de novos mercados para a retomada daqueles nichos que foram perdidos após a crise de 2008.

Confira a entrevista completa na edição 260 da revista Móbile Fornecedores.


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