Enai 2014 discute rumos da indústria

Realizado em Brasília, Enai reuniu cerca de 1.800 industriais para debater temas de interesse sobre o futuro da atividade no País

Publicado em 7 de novembro de 2014 | 15:07 |Por: Jorge Mariano

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José Paulo Lacerda

robsoncni

Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, durante abertura do Enai 2014

Durante os dias 5 e 6 de novembro, a capital federal sediou a 9ª edição do Encontro Nacional da Indústria (Enai), evento realizado desde 2006 pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O Enai é a maior reunião de líderes empresariais e representantes de sindicatos e associações industriais de todo o País.

No evento, empresários, representantes do governo, líderes políticos e acadêmicos refletem, debatem e propõem ações sobre os temas que têm impacto no desempenho da indústria e da economia brasileiras, além de expor a agenda do setor produtivo e fortalecer o diálogo entre os empresários, o governo e os outros segmentos da sociedade.

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Nos dois dias de programação, foram temas de palestras assuntos como os desafios da indústria, competitividade, produtividade, estratégias fiscais e tributárias, educação, segurança jurídica, infraestrutura e relações do trabalho. Os assuntos vêm ao encontro do material lançado pela CNI no período pré-eleitoral apresentando propostas aos presidenciáveis para melhorar a situação da indústria nacional. Além disso, a entidade também apresentou um estudo inédito sobre a distribuição geográfico da indústria no Brasil.

Na abertura do evento, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade afirmou que o Brasil precisa promover reformas que favoreçam o aumento da competitividade das empresas e a recuperação do crescimento da economia. Segundo ele, apenas com ações concretas a confiança para investir será restaurada. Andrade defendeu que o setor produtivo precisa de sinais claros e firmes de que a política econômica se movimentará na direção de maior estabilidade, melhorias institucionais e competências educacionais e tecnológicos, salientando que agora é o momento para o País refletir sobre o que precisa ser feito para que a economia cresça de maneira consistente.

“Reduzir os custos de produção, modernizar os marcos regulatórios e a infraestrutura, estimular os investimentos são prioridades a serem perseguidas, incansavelmente, pelo governo”, completou. Para melhorar o ambiente de negócios, disse, é preciso simplificar o sistema tributário, modernizar as relações de trabalho e diminuir a burocracia: “Devemos continuar investindo em inovação e na educação de qualidade, com ênfase no ensino profissional”.

Carta da indústria

Ao fim do evento, foi apresentada a Carta da Indústria 2014. O documento redigido pela CNI define quais os principais pontos a serem trabalhados até 2018, envolvendo o sistema tributário, relações trabalhistas, infraestrutura, política fiscal, política comercial e qualidade da educação. Confira a carta na íntegra aqui.


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