Emprego da indústria cai 0,5% em junho, aponta IBGE

Índice registrou em junho maior queda desde novembro de 2009

Publicado em 9 de agosto de 2014 | 16:47 |Por: Marina Gallucci

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Jorge Mariano/Revista Móbile

Número de horas pagas cai 1,2% em relação a maio e 2,1% contra junho de 2013

Número de horas pagas na indústria cai 1,2% em relação a maio e 2,1% contra junho de 2013

O número de vagas criadas na indústria caiu 0,5% em junho em relação a maio, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a junho de 2013, o emprego industrial teve queda de 3,1%. No acumulado do ano, o índice registrou queda de 2,3% e, nos últimos 12 meses, recuo de 1,9%.

A Pimes também aponta que o número de horas pagas na indústria caiu 1,2% em junho na comparação com maio, descontando-se os efeitos sazonais. Na comparação com igual mês de 2013, as horas pagas recuaram 4,2%, enquanto o acumulado do ano apontou para uma baixa de 2,9%.

No acumulado em 12 meses, o número de horas pagas caiu 2,3%. Já a folha de pagamento real reduziu-se em 2,4% em relação a maio e 0,3% contra junho de 2013, mas acumula taxas positivas de 1,3% no ano e de 0,7% em 12 meses.

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Produção

A indústria também tinha demonstrado queda nos índices referentes a produção em junho de 2014. O indicador teve decréscimo de 1,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 3,4%. Na série sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 6,9% em junho de 2014.

Com forte influência da taxa de juros e ao crédito, o setor da indústria que produz bens duráveis recuou 34,3% no índice mensal de junho de 2014, quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e a queda mais acentuada desde dezembro de 2008 (-39,1%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis, influenciado em grande parte pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas.

Outros impactos negativos importantes vieram de eletrodomésticos da “linha marrom” (-41,0%), por conta da menor produção de televisores, de eletrodomésticos da “linha branca” (-32,4%), em função do recuo no produto refrigeradores ou congeladores para uso doméstico, de outros eletrodomésticos (-29,3%) e de móveis (-16,4%).


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