Economia: adeus ano velho!

RG Móvel traz balanço da economia e indústria em 2014, bem como as expectativas para 2015, segundo alguns nos principais representantes da cadeia moveleira

Publicado em 30 de dezembro de 2014 | 10:19 |Por: Thaís Laurindo

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Divulgação Schattdecor

Schattdecor

Copa do Mundo, eleições, diminuição dos dias letivos, incerteza política e “terrorismo” econômico foram alguns dos agravantes para recuarem o consumo e fazer com que a indústria “colocasse os pés no freio” em 2014

A Copa do Mundo e as eleições ditaram o tom dos discursos pessimistas acerca do balanço anual da economia e da produção industrial no Brasil. Apesar de uma queda preocupante nas taxas de desenvolvimento, economistas apontaram que não houve recessão. “O que houve foi uma queda de crescimento econômico em 2014, mas ainda bem longe do cenário catastrófico previsto em 2013”, avalia o economista Fabiano Camargo, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

Apesar do discurso animador do economista, avaliações baixistas e incertezas econômicas resumem o tom do mercado em relação ao que foi 2014 e o que esperar de 2015 – com raras exceções que ecoam do Nordeste do País, que vêm experimentando um momento particularmente bom no desenvolvimento local de maneira geral, o que contempla, também, à produção e à intenção industrial na região.

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Diminuição dos dias letivos, incerteza política, mas, sobretudo, o “terrorismo” feito por alguns especialistas em suas projeções econômicas, recuaram o mercado, que ainda teve que lidar com câmbio e inflação em alta, Produto Interno Bruto (PIB) reduzido e retenção das despesas por parte do consumidor final, que concentrou suas atividades no varejo na compra de televisores e outros itens eletrônicos no segundo trimestre.

2014 versus 2015

Este se configura como o período mais complicado para a economia brasileira desde a crise mundial em 2009. Vale ressaltar aqui, que imediatamente após essa grande crise, que resultou na negativação do PIB em 0,30%, o Brasil alcançou, imediatamente, um nível histórico em 2010, com PIB de 7,5%. O que, embora não tenha sido mantido nos anos seguintes, marcou a recuperação do País, que vivenciou um momento particularmente positivo na economia e na atividade industrial até o ano passado. Na fabricação de móveis, especificamente, houve um crescimento médio de 5,2% ao ano entre 2009 e 2013, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Divulgação Casttini

Casttini

Produção industrial foi impactada pela baixa no consumo de móveis em 2014

Ainda de acordo com o mesmo instituto, porém, a queda na fabricação de móveis observada entre janeiro e outubro deste ano é de 0,10. Apesar desse cenário adverso, os investimentos produtivos tendem a ter um papel cada vez mais relevante na composição do crescimento nos próximos anos, conforme citado no Relatório de Análise Econômica e Financeira do Terceiro Trimestre de 2014, divulgado pelo Bradesco. O que deve ser favorecido pela maior participação do mercado de capitais no financiamento dos projetos de infraestrutura. Ao mesmo tempo, a despeito da mudança do patamar de expansão do mercado consumidor em alguns segmentos, o potencial de demanda doméstica de bens e serviços não está esgotado e ainda há muito a ser explorado. Ganhos de renda, formalização do mercado de trabalho, diversificação dos hábitos de consumo e mobilidade social são fatores de influência ainda presentes.

Para entender mais sobre como foi o ano de 2014, quais as expectativas de 2015 para o setor moveleiro e o que tem sido feito para reverter esse quadro de declínio produtivo e financeiro, acesse a edição 62 da revista RG Móvel Indústria e Marcenaria, que está no ar. A edição traz um matéria especial com o balanço de 2014 e as expectativas de 2015 segundo o olhar de alguns presidentes dos principais sindicatos moveleiros do País, além da declaração de fornecedores sobre o ritmo de vendas, faturamento e mão de obra de suas empresas. Para acessar a revista digital, clique aqui.


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