Cosmob orienta cadeia moveleira a ‘pensar fora da caixa’

A inovação não acontece sozinha; a solução necessária pode vir a partir de um olhar para outros setores e mercados

Publicado em 1 de março de 2016 | 15:50 |Por: Cleide de Paula

 

 

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) por meio do Programa de Melhoria da Competitividade Industrial promove dois workshops para empresários do setor moveleiro. O primeiro evento ocorreu nesta terça-feira, 1º de março, em Curitiba (PR) e foi conduzido pelo diretor técnico de tecnologia da Cosmob, na Itália, Francesco Balducci.

O próximo encontro ocorre em 7 de março, no mesmo local, e aborda o tema “tendência de consumo para o setor moveleiro”. O facilitador será Caio Márcio Almeida e Silva, mestre e doutor em design pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

francesco-fiep

Durante sua apresentação, Francesco Balducci, detalhou o caminho tomado pelas pequenas e médias moveleiras italianas que, em razão da crise econômica europeia de 2008, perderam competitividade. De acordo com o diretor do Cosmob, um passo essencial para se sobressair no setor moveleiro é, além de investir no processo de prototipagem, fazê-lo com vistas à produção em escala industrial. Isso quer dizer que os materiais usados no protótipo, devem ser os mesmos da fabricação. Para isso, é preciso existir proximidade entre as fabricantes e os laboratórios de testes de qualidade, desde o desenho da peça.
Prototipagem
Ensaiar protótipos é essencial para se definir as especificações de compra. “Antes de o produto entrar em linha de produção é importante determinar os materiais que serão usados na fabricação do produto e essa informação é obtida por meio dos ensaios”, indica.

Inovação
Outro investimento necessário é em inovação, tanto a informal – em que soluções são encontradas por meio de parcerias entre fornecedores e fabricantes e a inovação formal que exige investimento em pesquisa e participação de outros atores. “A colaboração entre diferentes setores pode gerar soluções inovadoras, isso porque há casos em que os segmentos são distintos, mas os problemas são comuns. Um exemplo é a cooperação que existe na Itália entre o setor calçadista e o moveleiro”, frisa Balducci que incentiva os empresários da cadeia moveleira a olhar para fora do setor e para outros mercados, especialmente o da Construção Civil. A França, por exemplo, já tornou obrigatório a logística reversa para as fabricantes de móveis, camas e estofados. Uma determinação que foi iniciada no segmento de eletroeletrônicos.

A interação entre as empresas da cadeia moveleira com outros setores industriais e prestadores de conhecimento, agrega novos conceitos, conteúdos e aspectos culturais. “A inovação não se faz mais sozinho e isolado em um setor. Centros de pesquisas, indústria plástica e química, laboratórios, universidade, tecnologia da informação, fashion design, materiais, tecidos, comunicação e formação são segmentos que valem a pena ficar de olho”, destaca Francesco Balducci.

Competitividade
Na visão europeia, um produto do setor madeira-móveis é competitivo quando tem bem definidos quesitos como: categoria em que se enquadra, público e mercado-alvo e obtenção de certificações obrigatórias e voluntárias. O produto competitivo deve ainda proteger o ambiente, o consumidor e o trabalhador.

A lista dos principais problemas das pequenas empresas contempla:
Tamanho pequeno e aglomeração limitada; materiais e tecnologias: aumento nos tipos e variáveis; flexibilidade e velocidade de resposta; qualificação e segurança da mão de obra; comprovação da qualidade e obtenção das certificações.

Pensando ‘fora da caixa’
Para que a cadeia moveleira pense fora da caixa, Francesco Balducci sugere estar atento à Internet das Coisas (IoT), edifícios inteligentes, aplicativos voltados para a casa, novas ferramentas de vendas como a realidade aumentada, tecnologia para os materiais futuros, indústria 4.0 e economia circular (ACV).


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile