Correta gestão de estoque gera redução de custos

Gestão de estoque significa dinheiro e seu correto dimensionamento contribui para aumentar a competitividade da empresa, independente do tamanho

Publicado em 15 de abril de 2014 | 15:19 |Por: Júlia Magalhães

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Não importa o tamanho da empresa, quando se trata de gestão de estoque o assunto é sempre vital. Primeiro porque absorve parte substancial do orçamento e segundo porque se bem dimensionado, contribui para a redução dos custos e aumento da flexibilidade, ajustando-se às alterações do mercado com maior facilidade.

De acordo com o professor e administrador, Antonio Ayres, essa questão está diretamente relacionada à representatividade financeira. “Estoque significa dinheiro. Infelizmente, com liquidez muito menor do que se estivesse em espécie. Em outras palavras: enquanto a organização tem dinheiro, ela pode direcionar esse valioso recurso para o que precisar. Se, no entanto, ela direcionar o dinheiro na formação de estoque, perderá a liberdade de dar outro destino à verba”, explica.

Divulgação Marcenaria São Paulo

A administração do material do estoque deve ser balizada, principalmente,  pelas necessidades de consumo

A administração do material do estoque deve ser balizada, principalmente,
pelas necessidades de consumo

A formação do estoque deve ser feita com planejamento, considerando fatores importantes, como a durabilidade de cada insumo, a facilidade e o tempo de reabastecimento de cada artigo, e principalmente a necessidade de determinada quantidade de cada uma das matérias-primas. “A formação de estoques desnecessários ou na hora errada pode causar sérios danos para a organização”, comenta Ayres.

Leia mais:
Entrevista: Jacir Fronza, presidente da Affemaq
Dicas para o marceneiro e para o consumidor
Coleção Brasil 2014 oferece informações de mercado

O importante, segundo o engenheiro mecânico Cláudio Perin – idealizador do Portal do Montador e consultor da indústria e logística moveleira – é o que se deve manter em estoque. Ele precisa ser formado por itens como corrediças, dobradiças, cola PVA e parafusos estruturais, “que serão utilizados em pelo menos 80% dos móveis fabricados”.

Perin reforça que, para o marceneiro, um item com mais de 30 dias de estoque fará mal para a saúde financeira do negócio. “Precisamos excluir deste raciocínio as compras de ocasião. Não se pode perder uma excelente compra, por outro lado, é preciso estar totalmente seguro quanto a sua utilização”, pondera.

No caso específico da indústria moveleira nacional, muito já se evoluiu na adoção de materiais com menor densidade, transporte e armazenagem mais acessíveis. “A evolução tecnológica e as práticas logísticas e comerciais permitem ao empresário optar por fornecedores que já entregam artigos derivados da madeira, por exemplo, na forma de apresentação muito próxima da necessidade do consumo”, salienta o professor Ayres.

A administração do material deve ser balizada, principalmente, pelas necessidades de consumo, ou seja, as compras feitas devem ser compatíveis com a previsão de uso em determinado período de tempo. Existem muitas ferramentas de gestão que podem auxiliar na determinação das quantidades a serem adquiridas. De acordo com Ayres, a maioria dos softwares usados pelas empresas já trazem esse cálculo nos módulos referentes a “controle de estoques” ou “gestão de materiais”. “O gerenciamento de um estoque pode ser feito em planilhas de Excel ou em sistemas integrados. As antigas fichas Kardex também valem, afinal, o importante não é o meio e sim a veracidade da informação”, detalha Cláudio Perin.

Confira essa reportagem completa na edição 83 da revista Sob Medida.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile