CSIL: consumo mundial de móveis chega a US$ 396 bilhões

O comércio mundial de móveis totalizou US$ 135 bilhões em 2014; estimativas preliminares do CSIL, indicam que o consumo mundial de móveis atingiu US$ 396 bilhões em 2016

Publicado em 16 de dezembro de 2016 | 9:41 |Por: Cleide de Paula

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Fundada em Milão (Itália) em 1980, o Centro de Estudos Industriais (CSIL) é um instituto de pesquisa independente e consultoria especializada em pesquisa econômica aplicada, avaliação de projetos de investimento público, avaliação de projetos de infraestrutura, apoio a programas de desenvolvimento e políticas, análise de mercado e economia de PMEs.

Um dos estudos elaborados pelo CSIL é o ‘World Furniture Outlook 2017’. O relatório World Furniture Outlook contém dados sobre produção, consumo e comércio de móveis para 70 países. Estimativas preliminares para 2016 e previsões de demanda para 2017 e 2018 também estão incluídas.

De acordo com o instituto, nos últimos dez anos, o comércio mundial de móveis (definido como a média entre as maiores exportações e importações totais de móveis em 70 principais países) cresceu mais rapidamente do que a produção de móveis. O volume movimentado pelo segmento moveleiro representa cerca de 1% do comércio mundial de produtos manufaturados.

O comércio mundial de móveis totalizou US$ 94 bilhões em 2009 e cresceu nos anos seguintes para US$ 135 bilhões em 2014, depois contraindo em 2015 (principalmente em consequência da depreciação das moedas de algumas economias em relação ao dólar) sem alteração em 2016.
As previsões estão sujeitas a grandes incertezas devido aos possíveis efeitos da Brexit e das políticas de comércio da nova administração dos EUA.

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A maior parte do comércio internacional de móveis origina-se na China, Alemanha, Itália, Polônia e Vietnã e vai para os EUA, Alemanha, Reino Unido, França e Canadá.

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Uma novidade é a diminuição das exportações chinesas de móveis em 2016. O exportador de móveis de crescimento mais rápido (de uma baixa base) é o Vietnã. Nos últimos cinco anos, o aumento das importações nos EUA (que saltaram de US$ 23 bilhões em 2010 para cerca de US$ 32 bilhões em 2016) foi o principal motor do crescimento do comércio internacional de móveis.

O consumo mundial total de móveis (ou seja, o agregado de 70 países) cresceu de US$ 345 bilhões em 2007 para um pico de US$ 364 bilhões em 2008, antes de diminuir em consequência da recessão em 2009. O crescimento foi retomado em 2010. O consumo subiu acima do nível pré-recessão em 2011 e, de acordo com estimativas preliminares do CSIL, atingiu US$ 396 bilhões em 2016.

Prevê-se que o consumo cresça 2,7% em termos reais em todo o mundo. A região que mais cresce continua a ser a Ásia e Pacífico, embora o crescimento na China esteja desacelerando. As perspectivas para a América do Norte são mais favoráveis do que para a Europa. América do Sul permanece em uma fase de recessão.

Integram o relatório World Furniture Outlook do CSIL (edição de Novembro de 2016), os seguintes países: Argélia • Argentina • Austrália • Áustria • Bahrain • Bélgica • Bósnia e Herzegovina • Brasil • Bulgária • Canadá • Chile • China • Colômbia • Croácia • Chipre • República Checa • Dinamarca • Egito • Estônia • Finlândia • França • Alemanha • Grécia • Hong Kong, China • Hungria • Islândia • Índia • Indonésia • Irlanda • Israel • Itália • Japão • Cazaquistão • Kuwait • Letônia • Líbano • Lituânia • Malásia • Malta • México • Marrocos • Países Baixos • Nova Zelândia • Noruega • Omã • Filipinas •Polônia • Portugal • Catar • Romênia • Rússia • Arábia Saudita • Sérvia • Singapura • Eslováquia • Eslovênia • África do Sul • Sul Coreia • Espanha • Suécia • Suíça • Taiwan • Tailândia • Turquia • Ucrânia • Emiratos Árabes Unidos • Reino Unido •Estados Unidos • Venezuela • Vietnam
Desde a sua origem, CSIL foi estabelecido como um centro de excelência concentrando-se no diagnóstico e concepção de estratégias setoriais, tanto para os setores público e privado, e a análise dos fatores de competitividade a nível regional, nacional e global.

 


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