Congresso Movergs: não faltam oportunidades para o segmento moveleiro

Indústria de móveis gaúcha se reúne para discutir novas atitudes e melhores resultados

Publicado em 30 de junho de 2016 | 11:24 |Por: Cleide de Paula

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Promovido anualmente pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul – Movergs, o Congresso Movergs, está sendo realizado nesta quinta-feira, 30/06. O evento objetiva de reunir os profissionais da cadeia produtiva para atualizar conhecimentos e reciclar práticas, valendo-se do acesso a novas informações.

Volnei Benini, presidente da Movergs, abriu, pela manhã, a programação de palestras do Congresso. Este ano, o evento trouxe como tema principal: “Renovação – Atitudes em busca de melhores resultados”.

 

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Após a abertura, foram apresentados os números da Indústria de Móveis no Brasil. Segundo dados do Estudo do Mercado Potencial de Móveis, realizado pelo IEMI, a indústria de móveis no Brasil apresentou queda de 8,9% na produção, em 2015, que foi acompanhada por uma a queda de 7,9% no pessoal ocupado.

Para 2016, mesmo com sinais de uma possível melhora no cenário econômico para os próximos meses, as estimativas de crescimento ainda não são positivas para a produção, até o momento, com uma queda esperada de 4,6% em volumes de peças. Com um câmbio mais favorável, a boa notícia fica por conta das exportações, que começam a ser retomadas e devem apresentar expansão de 5,7% já em 2016.

Marcelo Villin Prado, diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, comentou que numa situação de recessão econômica como a vivida pelo país, “quem planeja tem futuro, quem não planeja, tem destino”.

Segundo ele, apesar de os números de 2015 terem sido ruins e também os primeiros indicadores de 2016, o Brasil oferece várias oportunidades para a retomada que deve começar a acontecer no final de 2016 e início de 2017.

“Não podemos de maneira nenhuma abrir mão de buscar as oportunidades e escolher melhor onde devemos estar? Em que região, em quais canais de venda, segmentos de produtos e tudo mais, porque tem muitos segmentos ainda crescendo no país, no setor moveleiro, e que não estamos aproveitando. Precisamos pensar nisso para largar na frente e poder retomar junto com o mercado”, incentivou.

Em 10 anos, a produção nacional de móveis cresceu 48% (volume de peças). Em valores nominais aumentou 15,3%. Para Marcelo Prado do IEMI a exportação é o grande motor de crescimento da indústria moveleira. O Brasil é responsável por menos de 1% das exportações mundiais. Para o diretor do Iemi, o segredo é competir globalmente com design, inovação e valor agregado, já que existem várias formas de comercialização a serem exploradas ainda pela cadeia moveleira.

Demanda
Em termos de consumo, a maior demanda potencial provém do grupo de consumidores da classe B, com 35,7% do valor gasto com móveis no país em 2015. A classe C aparece em seguida com 31,8%, a classe A com 15,3% e por último as classes D/E participando com 17,1% do consumo. Entre os estados, São Paulo é o maior produtor de móveis e também o maior consumidor, em seguida aparecem Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Entre as regiões, Sudeste é a maior produtora de móveis e também a maior consumidora, em seguida aparece o Nordeste e o Sul.

Evolução do varejo de móveis e colchões no Brasil
Em 2015 o varejo de móveis e colchões movimentou no país 407 milhões de peças, uma alta de apenas 0,9% em relação ao ano de 2011. Deste total, 376 milhões de peças correspondem aos móveis e 31 milhões de peças aos colchões.
Em valores nominais houve alta de 39,2% entre 2011 e 2015, sem descontar a inflação acumulada no período. Levando-se em conta a inflação, que acumulou de 32,0% entre 2011 e 2015, o aumento real do varejo de móveis foi bem mais modesto, com alta de 5,5%. Para 2016, espera-se uma queda de 3,2% nos volumes de peças, porém uma alta de 3,1% em valores (nominais).

Estados exportadores
O Sul do País se destaca nas exportações de móveis com participação de 87,7%. A divisão entre os três estados é a seguintes: Santa Catarina (38,3%), Rio Grande do Sul, (36,1%) e Paraná (13,3%). São Paulo e Minas Gerais respondem por 9%.

Polos
Entre 2008 e 2015, os polos de Arapongas (38%) e de Lagoa Vermelha (41%) foram os que mais evoluíram em aumento da produção de peças. O polo de Bento Gonçalves subiu, em média, 28% e o de São Paulo, 25%.

Exportações
Em 10 anos, as exportações da indústria moveleira encolheram 44%. As importações aumentaram 11 vezes. Para 2016, as expectativas são de alta de 5,5% nas exportações e recuo de 22,6% nas importações.

Investimentos
Em 10 anos, os investimentos mais que triplicaram, crescendo a uma taxa de 12,7% ao ano. A taxa de investimento / valor de produção passou de 1,5% para 2% nos últimos 10 anos.


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