Congresso Movergs: expectativas mais favoráveis

Para economista do Banco Fator, o pior já passou

Publicado em 30 de junho de 2016 | 12:30 |Por: Cleide de Paula

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

 

 

jose-francisco-goncalves

 

Durante o 26º Congresso Movergs, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, conduziu a palestra “Uma visão do Cenário Econômico Nacional e Internacional”.

Entre outros temas, o economista fez uma rápida análise sobre o Brexit, termo que se refere ao referendo que decidiu retirar o Reino Unido da União Europeia. Segundo ele, em curto prazo, as consequências são recessão, inflação e relações comerciais precisarão ser refeitas. Além disso, haverá problemas no mercado de trabalho, redesenho do mercado financeiro, contudo as novas regras comerciais podem abrir novas oportunidades.

Observando a economia global, o especialista mostrou o que se passa com Estados Unidos (crescimento morno), China (rebalancing), Europa (quase parando com taxa de juros negativa) e Japão (estagnação).

Brasil

Gonçalves comentou também sobre a trajetória da crise política brasileira, sugerindo dois cenários possíveis: Temer segue no governo até 2018 ou eleições antecipadas, o que classifica como cenário menos provável.

Para o analista, somente após a decisão sobre o impeachment é que temas como PEC fiscal poderão ser destravados. Para o economista, após os primeiros 50 dias do governo Temer, passou-se a aceitar argumentos, antes rechaçados no governo Dilma, como assimilação do déficit primário para 2016, 2017 e 2018; impossibilidade de arrecadação em período de recessão, insinuação do Banco Central (BC) em alongar o prazo para a meta fiscal começa a ser apoiado, além da despesa financeira versus e dinâmica da dívida via déficit nominal.

Melhora lenta

O crédito, segundo Gonçalves, segue em contração, motivado pelo Spread de recursos livres e há redução do custo do trabalho. É possível alguma reversão ainda para 2015 no cenário econômico que registra visível melhora recente dos indicadores de confiança.

O palestrante fez uma projeção fiscal para 2016 e 2018 apontando prevalência dos déficits primários, piora na relação dívida/PIB. A indústria que sofreu muito com o câmbio e a recessão, parece, estar estabilizando. Inflação em queda e indecisão sobre taxas de câmbio.

Mercado de trabalho deve piorar ainda, em questões de taxa de desocupação e renda, mas há alguns sinais de mudança. A indústria e a construção civil que entraram antes em crise parecem estar estáveis, mas comércio e serviços, ainda pioram.


Os comentários estão desativados.

eMobile

Acompanhe o emobile nas redes sociais

Linkedin
Facebook