Painel Brasil Mais Produtivo focou em aumento da produtividade no segundo dia de congresso

Analistas do Senai-PR debateram sobre temas como o 5S e a Indústria 4.0 dentro do programa Brasil Mais Produtivo

Publicado em 25 de setembro de 2017 | 16:50 |Por: Ricardo Heidegger

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Seguindo com a programação do segundo dia, o 8º Congresso Nacional Moveleiro contou com o painel Resultados B+P – Programa do Ministério da Indústria e Comércio “Brasil Mais Produtivo”. A palestra foi mediada pelo gerente executivo de tecnologia e inovação do Senai-PR, Luiz Carlos Ferracin, e contou com a presença dos analistas de negócios do Senai-PR, Diogo Henrique Tosto e Walter Ribeiro da Rocha Junior. O evento que teve aproximadamente uma hora debateu sobre todos os pontos acerca do planejamento do Brasil Mais Produtivo.

O Brasil Mais Produtivo, é uma iniciativa do Governo Federal, para aumentar em 20% a produtividade em mais de três mil indústrias. O foco é em aumentar a produção em processos produtivos, além de apresentar por meio dessas atividades, melhorias rápidas, com baixo custo e alto impacto.

O mediador do bate-papo, Luiz Carlos Ferracin, deu início à conversa dando foco na Indústria 4.0. Mesmo sendo um caminho longo, o gerente salientou que “é possível, viável e barato” investir nessa no novo caminho da indústria. Com a produtividade brasileira atual, consistindo em muito custo de mão-de-obra, Ferracin comentou que “é preciso quatro brasileiros para realizar o trabalho braçal de apenas uma americano”. No âmbito sul-americano, o Chile, Paraguai e Argentina caminham na frente do Brasil, precisando de um número inferior à três funcionários para igualar o trabalho norte-americano.

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Luiz Carlos terminou sua breve apresentação como mediador do painel comentando, “Caminhando nessa linha, o que precisamos e qual é a demanda? Precisamos melhorar a produtividade e o uso de informação, diminuindo ineficiências da matéria-prima até o fim do ciclo. Ter plantas inteligentes e oportunidade de customizar em massa”, pontuou o gerente.

Thiago Rodrigo

Brasil Mais Produtivo

Com o lema “nem tudo que aumenta a produtividade da empresa, precisa ser complexo”, o analista Rocha Junior debateu sobre o projeto

Após discurso, o mediador cedeu espaço para que o analista do Senai-PR, Walter Ribeiro da Rocha Junior explicasse todo o processo do Brasil Mais Produtivo, além de outros pontos que contribuem na melhora de produção e eficiência das empresas do setor moveleiro. O analista deixou claro que “nem tudo que aumenta a produtividade da empresa, precisa ser complexo”, já que muitos ainda recuam quando escutam falar sobre a indústria 4.0.

Palestrando com um roteiro que seguiu desde a a importância do Brasil ser produtivo, desafios encontrados e o retorno desse projeto, Walter ilustrou alguns cenários possíveis.

“Vamos imaginar uma situação, em que uma empresa tem a definição do preço de venda do produto dela. Seguindo assim o custo da matéria-prima, o custo da operação, mais a margem de lucro. A partir disso ela define o preço final do produto. Conforme o relacionamento com o mercado vai fluindo, pode acontecer de aumentar o custo dos materiais e complementos, ou o aumento do custo da energia elétrica”, pontuou.

O palestrante comentou também sobre a ainda recipiente no país, a Indústria 4.0, afirmando que “temos o desafio de transformar o conhecimento e a inovação para aumento da produtividade e competitividade da indústria do país, por meio desses processo”. Além desse ponto, a revolução industrial foi outro tema abordado, com abordagem de não ser evitado, por causar “maior velocidade de transformação e maior capilaridade”. A revolução foi importante por captar maior digitalização, sensoriamento e manufatura híbrida.

– Empresários trocam experiências de como implantar inovação na empresa

“A empresa pode pensar ‘Poxa, vou recalcular o meu custo de venda, para poder repassar esse custo para o mercado’, mas na verdade, hoje em dia temos esse cenário, já que o mercado não absorve esse aumento de custo. Quando eu não preparei a minha empresa para esse tipo de cenário, posso estar fadado a uma situação de prejuízo.”, salientou o analista que ainda aponta o exercício como principal agente da melhoria de seus processos e práticas para que sempre tenha uma condição de absorver qualquer tipo de situação como esta. A margem de lucro, é “outro fator importante a ser mantido”, segundo Walter.

Thiago Rodrigo

Brasil Mais Produtivo

Pontuando fortemente a ação do “5s”, o analista, Diogo Henrique Tosto, elaborou um discurso acerca da importância da produtividade no cenário atual

O também analista do Senai-PR, Diogo Henrique Tosto, deu continuação à palestra comentando sobre o caminho que as empresas devem tomar para atingir uma maior produtividade. Temas como o “5S“, trabalho padronizado, troca rápida de ferramentas, qualidade na fonte, fluxo contínuo e produção puxada foram abordados pelo palestrantes.

Seguindo a lógica de Rocha Junior, Tosto também pontuou que “a procura dentro do programa, é de estabelecer ele como forma prática para as empresas, sendo esse o grande desafio”.

Como o Brasil Mais Produtivo passa por um grande processo para assim chegar a produtividade, Tosto pontua o “5S” como agente para o processo de transição. “Muitas vezes, o 5S é a forma que vamos trabalhar para quebrar os paradigmas do chão de fábrica, para assim depois começar a realizar o trabalho de melhoria”, afirmou.

Dentro do raciocínio do palestrante, esse fator junto ao trabalho padronizado, são complementares, ao contrário do restante dos itens listados, que possuem desde baixa, até alta influência entre os móveis seriados, modulados e outros complementos. O trabalho padronizado por sua vez, caminha por um Procedimento Operacional Padronizado (POP’s), pontuado pela palestrando como a “forma de padronização, treinamento e capacitação que propõe continuidade ao projeto”.

Thiago Rodrigo

Brasil Mais Produtivo

Outros temas como as plantas inteligentes para alta escala, e a Troca Rápida de Ferramenta (TRF) foram debatidos pelos especialistas

“Se conseguirmos implantar os três primeiros, de uma forma bem robusta no chão de fábrica, e depois desenvolver os outros dois, isso começa a auxiliar o processo de mudança”, reforçou Diogo, ainda sobre a ação que caminha entre as áreas de utilização, organização, padronização e disciplina. A ação busca também um engajamento de colaboradores na quebra de paradigmas, dentro da mudança de mentalidade que irá gerar maior produtividade ao setor moveleiro no futuro.

Além do mapa de produtividade, e as plantas inteligentes para alta escala, e para customizar em massa, Diogo comentou sobre a Troca Rápida de Ferramenta (TRF), como “método e treinamento em busca de prática e resultados”. A redução do tempo médio/total de setup nesses casos, é focado em 45%, já a produtividade foca no aumento de 45% aliado a redução custo com a mão-de-obra.

Por fim, os dois analistas do Senai-PR, que apresentaram suas ideias e complementos sobre o Brasil Mais Produtivo, afirmaram o retorno do projeto, junto a melhoria contínua que ele almeja. O aumento médio de produtividade é centrado em 41,63%, enquanto a redução média da movimentação do trabalho centra em 64,61%. A redução média do trabalho no geral, é na casa dos 65,44%.


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