Índice de confiança empresarial sobe em julho

Confiança dos segmentos também apresenta aumento, porém a dos consumidores diminui

Publicado em 3 de agosto de 2017 | 13:31 |Por: Érica da Costa Diniz

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O Índice de Confiança Empresarial (ICE), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), subiu 0,6 pontos em julho, alcançando a marca de 84,8 pontos. Com isso, recuperando parte da perda de 2 pontos do mês anterior. Com o resultado, o indicador de médias móveis trimestrais recuou pela segunda vez no ano, ao variar -0,1 ponto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 26 de julho, com a participação de 5.027 empresas e mostra que a confiança dos segmentos aumentou em 53% dos 49 segmentos pesquisados. Incluindo as médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta chega a 55% do total.

Considerando a situação do País, no período da pesquisa, a maior contribuição para o aumento da confiança em julho foi dada pelo Índice de Situação Atual (ISA-E), com aumento de 0,7 pontos em relação a junho, para 80,3 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) permaneceu no nível do mês anterior (91,7 pontos), o que implica em aprofundamento da queda do indicador de médias móveis trimestrais, de -0,2 para -0,8 pontos.

confiança empresarial

“A perda de confiança empresarial decorrente da crise política deflagrada em 17 de maio foi relativamente pequena até agora. As expectativas empresariais tornaram-se menos otimistas, comprovando a sensibilidade aos níveis de incerteza econômica, mas os indicadores que retratam o grau de satisfação das empresas com a situação corrente dos negócios mantiveram a tendência de alta gradual, em linha com a lenta retomada da economia em 2017”, avalia o Superintendente de Estatísticas Púlicas do FVG/IBRE, Aloisio Campelo Jr.

 Confira o desempenho da indústria moveleira em junho 

O índice de confiança empresarial faz os indicadores de confiança dos quatro macrosetores com base nos dados das sondagens empresariais produzidas pelo FGV/IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. A agregação é realizada por pesos econômicos, tendo como referência dados extraídos das pesquisas estruturais anuais do IBGE (PIA, PAS, PAC e PAIC).

A variável de ponderação dos setores é o valor adicionado, com exceção do Setor de Comércio, cujo peso é determinado pela margem de comercialização. As séries completas dos indicadores de confiança empresarial são dessazonalizadas a cada mês.

A distância entre o nível dos indicadores que medem as percepções atuais e futuras dos empresários continua elevada, mas manteve a tendência de queda ao registrar o menor nível (11,4 pontos) desde outubro de 2016 (10,9 pontos). A maior diferença entre Índice de situação atual e índice de Expectativas é observada na Construção (20,7 pontos) setor que apresenta o menor nível de confiança, seguido por Comércio (9,2 pontos), Serviços (8,8), e Indústria (5,0).

Em julho, o aumento da confiança empresarial ocorreu na Indústria, nos Serviços e na Construção. Com o Comércio foi diferente, registrando uma queda de 2,3 pontos.

(com informações de assessoria)


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