Linha de pintura: como obter o acabamento perfeito

O sistema de pintura mais utilizado pela indústria moveleira no Brasil é o ultravioleta (UV), que propicia velocidade de produção e qualidade no acabamento

Publicado em 23 de junho de 2014 | 13:09 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Divulgação Maclinea

A composição da linha de pintura deve estar correta em relação ao produto/processo final desejado

A composição da linha de pintura deve estar correta em relação ao produto/processo final desejado

O resultado que a pintura proporciona ao móvel é algo que agrega valor ao produto final. Ela se diferencia por disponibilizar infinitas opções de cores e padrões exclusivos, desenvolvidos dentro do próprio parque fabril, segundo os fornecedores de tintas e vernizes do setor. O sistema de pintura mais utilizado pela indústria moveleira no Brasil é o ultravioleta (UV), que propicia velocidade de produção e qualidade no acabamento.

Para realizar um ótimo acabamento no móvel, é importante levar em consideração vários aspectos na aquisição, operação e manutenção das máquinas que farão este processo. Diferente das seccionadoras e furadeiras – já tratadas neste ano na seção Chão de Fábrica (ver edições 259 e 260) – as linhas de pintura funcionam com várias máquinas que requerem um estudo detalhado antes de serem adquiridas para compor um sistema customizado e completo.

Aquisição

Estudar o processo de pintura que ocorre com o substrato (madeira) e entender qual o custo total que resultará do processo, além de custos de insumos, são aspectos destacados pelo gerente de vendas da Crippa, Alexandre Pastrolin. “Muitas vezes, a economia de tinta que a empresa terá com a alteração do processo (de pistola para linha ou de PU para UV) paga o investimento, sem ainda considerar a qualidade do acabamento, a velocidade de trabalho e a quantidade de pessoas envolvidas no processo”, afirma.

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O engenheiro de produção da Maclinea, Wagner de Matos, explica que para adquirir uma linha de pintura é necessário quantificar qual é o aumento de produção a ser atingido. Em seguida, analisar junto ao consultor técnico do fornecedor qual a composição ideal para o segmento e os tipos de máquinas indicadas para alcançar o resultado que se espera.

O supervisor de educação e tecnologia do Senai-Cetemo (Centro de Tecnologia do Mobiliário), Renato Bernardi, aponta que o industrial deve considerar as seguintes questões para a compra de uma linha de pintura UV:

• Custo da peça pintada x custo da chapa com BP;
• Tamanho da linha, o que inclui lixadeira, espatuladeira, túnel de secagem, etc.;
• Fornecedor dos equipamentos e como será a assistência técnica;
• Fornecedores de insumos como tinta, verniz, solvente, diluente, corantes, etc.;
• Infraestrutura necessária como rede de energia elétrica, área física disponível, etc.;
• Local de estoque dos insumos por questões de segurança;
• Treinamento do pessoal que trabalhará na linha;
• Equipamentos que atendam aos requisitos da NR 12.

Bernardi orienta também que o fabricante de móveis deve sempre tirar suas dúvidas com o fornecedor antes e questionar, primordialmente, o custo por metro quadrado de material pintado, a manutenção de cada equipamento, a vida útil das lâmpadas e como controlar o ciclo de vida, além de administrar a qualidade da tinta líquida e da tinta aplicada.

As máquinas necessárias para compor uma li­nha de pintura básica, segundo Pastrolin, da Crippa, são: alimentador + lixadeira + transfer 2,5 metros + rolo alisador + túnel UV2 + lixadeira + transfer 2,5 metros + rolo simples primer + túnel UV2 + rolo simples primer + túnel UV2 + rolo de impressão simples + túnel UV2 + rolo duplo laser + transfer 4,0 metros + túnel UV3. O gerente acrescenta que existem empresas que compram “meia” linha de pintura, que conta apenas com uma lixadeira banda larga, sendo necessário passar pelo processo duas vezes para obter o acabamento de uma linha completa.

Confira essa reportagem completa na edição 261 da revista Móbile Fornecedores.


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