Cimol fala sobre inovação no setor moveleiro

Empresa comenta um pouco sobre os assuntos que permeiam a próxima Móbile Fornecedores

Publicado em 3 de novembro de 2015 | 8:30 |Por: Marina Gallucci

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A próxima edição da Móbile Fornecedores – em breve em circulação – traz como tema a “destruição criativa do móvel” e os desafios para a real inovação. A Cimol, fabricante de móveis de Linhas (ES) conversou com a equipe de reportagem sobre as questões levantadas durante a matéria. Confira a seguir algumas das respostas à entrevista feita ao gerente comercial interno, Vitor Guidini e à designer de produtos Flávia Galon.

 

Divulgação Cimol Móveis

Mesa Flávia 1800x900 cedro pérola boreal

Em 2013, a Cimol reformulou toda a linha de produtos pensando no novo cenário de mercado

Portal eMobile – Como a indústria de móveis vem se adequando ao movimento de busca e valorização, por parte do mercado, da inovação?
Flávia Galon – A maioria das indústrias moveleiras foram montadas para alta produtividade de um mix reduzido de produtos, ou seja, muita quantidade e pouca diversidade. Porém o mercado não seguiu dessa forma. O consumidor está sempre buscando novidades e isso influenciou diretamente na forma de produzir. Se antes a produção fabricava o mesmo produto durante um dia inteiro, hoje raramente isso acontece. As empresa tiveram que se adaptar e buscar métodos mais flexíveis de produção e investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos.

 

Quais têm sido as apostas do setor para “abraçar” essa inovação?
Flávia – Com certeza a onda de inovação atingiu o nosso setor. O ciclo de vida dos produtos está cada vez menor e temos lançado muito mais produtos durante todo o decorrer do ano, o que não acontecia anteriormente quando eram lançadas as coleções de produtos no final do ano. A indústria moveleira passou a valorizar e reconhecer o trabalho do designer de produtos e muitas passaram a contratar profissionais e escritórios para desenvolver novos produtos na tentativa de atrair o consumidor com novas propostas.

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O que essa inovação está trazendo de mudanças para a indústria moveleira no que diz respeito a processos, produtos, materiais?
Flávia – As indústrias estão tentando se adaptar aos novos formatos de produção – mais diversidade e menos quantidade. Para isso o sistema produtivo precisa ser mais flexível e atender a várias demandas de produtos diferentes dentro de um mesmo dia de produção. Precisam investir em tecnologia no chão de fábrica, com máquinas mais rápidas, linhas de pinturas mais flexíveis para produção de várias cores, centros de usinagem para produção de peças mais trabalhadas, cabines de pintura para produção de peças mais manuais e sistemas de gestão mais inteligentes.

Essa valorização da inovação deve levar a indústria moveleira no Brasil para outros “nortes”? Quais são esses caminhos?
Vitor Guidini – Sim, acredito que as indústrias vão buscar cada vez mais a “diferenciação” de seus produtos, mais sempre buscando um custo que se adeque a realidade de cada nicho de mercado. ComO a economia em nosso país está retraída, e sem uma previsão otimista de melhoras, os consumidores vão buscar cada vez mais produtos que realmente atendem suas necessidades e não comprarão por impulso;

A indústria moveleira no Brasil ainda precisa caminhar muito para se equiparar a outros mercados de fora quando o assunto é inovação?
Flávia – Temos excelentes profissionais e bons produtos, mas é só visitar a feira de Milão, por exemplo, para perceber que ainda estamos distante dos grandes mercados inovadores. Acredito que temos uma visão simplista de consumo, a indústria moveleira ainda gira em torno das grandes vendas e baixas margens de contribuição onde se ganha pela quantidade.

Divulgação Cimol Móveis

Mesa Laura extensível semi aberta

A inovação vem também da observação do dia a dia e verificando necessidades ainda não atendidas

A inovação vai além desses limites. Requer investimentos em parque fabril, pesquisa e desenvolvimento, gestão de pessoas e administrações mais ousadas dispostas a correr riscos e sair da zona de conforto. Além disso temos carência de bons fornecedores de ferragens e matérias primas que também sigam o caminho da inovação. Muita coisa ainda precisa ser trazida de fora e com isso o ciclo se repete e a indústria interna não se desenvolve.

O brasileiro é conhecido por sua criatividade em vários ramos de atividade no País. Mas de onde vêm as inspirações de inovação para o mercado moveleiro local?
Flávia – As inspirações vem de todas as partes possíveis. Observando o dia a dia e verificando necessidades ainda não atendidas; visitando feiras do segmento; e até acompanhando tendências na indústria da moda (cores, texturas e etc.)

Como tem sido a postura da Cimol quanto à questão da inovação em seus produtos e processos. A empresa já adotou essa visão voltada para a inovação que vem mudando lentamente as características do mercado? 
Vítor – Sim, já embarcamos nesse barco. A empresa tem investido em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Contratamos uma designer em 2013 que reformulou toda a linha de produtos pensando nesse novo cenário de mercado. Temos lançado vários produtos durante o decorrer do ano, novas cores e produtos voltados para o e-commerce. Com isso conquistamos novos clientes e novos nichos de mercado.


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