Certificação pode ser um diferencial na qualidade dos móveis

Processo de certificação ajuda a evitar que produtos inadequados ofereçam riscos à segurança do consumidor ou meio ambiente

Publicado em 11 de junho de 2017 | 17:18 |Por: Paulinne Giffhorn

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Para que um móvel esteja em conformidade legal, ele deve passar por um processo sistemático de monitoramento e avaliação provendo um grau adequado de confiança. Embora não exista nenhuma lei obrigatória, hoje são aplicados normas e regulamentos técnicos para serem seguidos pelas indústrias.

De acordo com o consultor do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, Jorge Massato Kawasaki, a série de requisitos se inicia com uma Portaria publicada pelo Inmetro, denominada Requisitos Gerais de Certificação de Produtos (RGCP), que orienta de forma geral todos os Programas de Avaliação da Conformidade (PAC), conjunto de documentos que sistematiza a avaliação da conformidade dos objetos que utilizam o mecanismo de certificação de produtos.

“As particularidades de cada um dos PAC serão expressas nos Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC), que estabelecem os requisitos específicos de avaliação da conformidade para um determinado objeto. O RAC por sua vez é suportado pelo Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ), que estabelece os requisitos técnicos que o produto deve atender, para as certificações compulsórias, com referência na base normativa ABNT”, explica Kawasaki.

Os ensaios laboratoriais responsáveis por atestar as conformidades nos móveis tem como regra geral serem conduzidos por Organismos de Certificação de Produtos (OCPs) e Laboratórios creditados pelo Inmetro. Segundo o Inmetro, “a acreditação é uma ferramenta estabelecida em escala internacional para gerar confiança na atuação de organizações que executam atividades de avaliação da conformidade”, sendo o reconhecimento formal de que os organismos que certificarão os produtos demonstram ser competentes para realizar atividades com confiança.

“É importante destacar que o objetivo da certificação não é comparar se um produto é melhor ou pior do que o outro, ou de garantir a qualidade do produto que é uma responsabilidade do fabricante, mas sim que os produtos atendam aos requisitos mínimos aplicáveis às especificidades de uso do produto”, aponta o Inmetro.

– Ensaios laboratoriais a favor da qualidade

De forma compulsória ou voluntária, é comum a exigência de processos de licitação de repartições públicas, exigindo a avaliação de conformidade dos produtos – partindo do princípio de que, com as certificações, prejuízos econômicos poderão ser evitados. “Produtos inadequados podem oferecer riscos à segurança do consumidor ou ao meio ambiente, com esse processo a sociedade pode se abster deles ou ainda evitar que produtos que não atendem integralmente ao desempenho da sua função permaneçam no mercado”, conta Kawasaki.

Ele também ressalta que, mesmo que muitas indústrias sejam contrárias às exigências do Estado, as certificações agregam valor aos produtos, representando uma importante vantagem competitiva em relação aos concorrentes. “Além disso, o processo de avaliação da conformidade voluntária vem crescendo no mercado internacional, como forma de superar barreiras técnicas ou de acesso a mercados exigentes”, complementa.

Quanto maior o grau de confiança desejado em um produto, maior será o seu custo, por conta do aumento das atividades do uso das ferramentas de qualidade – como a frequência de auditorias ou ensaios de amostras. “O aumento de custo acaba desencorajando as indústrias que se apoiam na redução de custo como principal estratégia competitiva”, observa Kawasaki.

Qualidade garantida
Para garantir a qualidade do mobiliário é preciso analisar alguns processos. O documento normativo pode se referir apenas a um fator, como à proteção ao meio ambiente, por exemplo. Com essa certificação o móvel torna-se ambientalmente seguro, mas não significa que ele seja seguro aos riscos que possa oferecer ao usuário. Com a aplicação de outras ferramentas de gestão da qualidade será possível identificar possíveis problemas e criar ações preventivas.

Segundo Kawasaki, entre os testes de qualidade mais procurados pelas indústrias estão os testes de validação de lotes de matérias-primas, principalmente quando há suspeitas de irregularidades; testes para homologação de fornecedores; testes de simulação de vida útil de produtos ou de proteção superficial; testes para desenvolvimento de novos materiais e testes de validação de móveis pré-certificação.

O laboratório
Com o objetivo de contribuir no desenvolvimento de produtos e processos do setor, o Laboratório de Madeira e Mobiliário do Senai de Arapongas oferece uma diversidade de ensaios normativos ou não. Poderão ser realizados ensaios pontuais, nos quais são necessários somente os resultados ou também interpretações técnicas em forma de relatórios. Além disso, o laboratório pode desenvolver ou participar no desenvolvimento de projetos de inovação em parceria com as empresas.


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