Amoesc aposta em redução de custos para reverter a crise

Fazer mais com menos é a ordem para melhorar desempenho do polo catarinense, além de se adequar ao comportamento do consumidor e diminuir despesas são as principais estratégias

Publicado em 17 de fevereiro de 2017 | 17:00 |Por: Phaenna Assumpção

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A produção de móveis em volume no acumulado do ano passado teve recuo de 11,2%, segundo dados do Iemi. E no polo do oeste catarinense isso, segundo o presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc), Osni Verona, os resultados foram um pouco pior. Em 2016 a produção do polo ficou abaixo do esperado em, aproximadamente, 12% em relação ao ano de 2015. O faturamento foi, em média, 18% menor devido às promoções e queima de estoques.

“O ano de 2016 foi turbulento e cheio de incertezas, o que influenciou no nível de confiança do empresário, que esteve em baixa, principalmente no primeiro semestre”, comenta o presidente.

Presidente da Amoesc e Simovale, Osni Verona

Presidente da Amoesc, Osni Verona

As expectativas com relação às vendas e consumo de móveis para este ano já têm apresentado sinais de melhoras. “Agora é a hora de planejar, inovar, capacitar e aplicar com sabedoria as ferramentas certas para enfrentar a crise”, aconselha.

Para 2017, o polo de Santa Catarina planeja investir em automação de baixo custo, redução do custo de mão de obra e, principalmente, estimular a criatividade em inovação e design com produtividade. “Estas serão as ordens para redução das despesas e para conseguirmos fazer mais com menos, em tudo”, revela Verona.

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As surpresas da economia brasileira e a redução de gastos das famílias para manter o equilíbrio nas contas domésticas afetaram o bom desempenho do setor moveleiro no ano passado. O presidente da Amoesc comenta que esta reação reflete e tem mudado o comportamento dos industriais, o que seguirá por vários anos. “Quem estiver atento, captar esses sinais e acertar sua planta fabril, vai sobreviver e ter sucesso em 2017”, frisa.

Verona comenta que as alternativas para driblar as dificuldades – e fazer parte da esperada retomada da economia no segundo semestre deste ano – são adequar-se ao novo modelo de comportamento do consumidor, fazendo mais com um custo menor, reduzir gastos e usar matéria-prima alternativa de olho no foco do consumidor.

“Além disso, produzir produtos que seduzam o comprador despertando nele a necessidade de adquirir seu produto e não do concorrente. Sabemos que para isso deve-se planejar, desenvolver, controlar e aplicar as mudanças necessárias dentro das indústrias”, revela o presidente da Amoesc.

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