Móvel sustentável: adesivos livres de solventes

A implantação do programa Responsible Care® no Brasil pela Abiquim, em 1992, foi um importante passo na oferta de produtos mais sustentáveis

Publicado em 19 de dezembro de 2016 | 10:00 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

atuacao-responsavel-abiquimUma inciativa voluntária e de grande relevância para a indústria química foi a criação do programa Responsible Care®. Disseminado em mais de 60 países e gerenciado pelo ICCA – International Council of Chemical Associations, foi trazido para o Brasil pela Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, em 1992, tornando-se obrigatório para todas as suas associadas. Com o nome de Programa Atuação Responsável®, estabelece requisitos que devem ser implementados para garantir que as indústrias operem dentro de padrões voltados para a melhoria contínua de seu desempenho em saúde, segurança e meio ambiente.

A adoção do Programa Atuação Responsável® marcou o início de uma postura de pró-atividade, transparência e diálogo com as partes interessadas na indústria, com uma proposta de continuidade e responsabilidade, independentemente da existência de legislação. Sua continuidade representa o compromisso com a sustentabilidade do setor químico brasileiro.
Yáskara Barrilli, assessora de Assuntos Técnicos da Abiquim e coordenadora-executiva da Comissão de Gestão do Programa Atuação Responsável® explica que a indústria química tem investido sistematicamente nos últimos anos no desenvolvimento de produtos cujas matérias-primas sejam oriundas de fontes naturais e renováveis, impulsionada pela sociedade, que tem evoluído buscando uma maior responsabilidade ambiental de todos os atores envolvidos na fabricação dos produtos. “E aqui não falamos apenas das empresas fabricantes, mas também dos órgãos governamentais e do próprio indivíduo que na busca por produtos mais sustentáveis catalisa todo esse processo”, assinala.

Yáskara destaca também que o desenvolvimento dos conceitos da Química Verde, iniciado nos anos 1990, tem contribuído para as empresas promoverem o desenvolvimento tecnológico e a inovação de produtos e processos mais limpos abordando os processos desde a concepção até o uso de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o emprego e a geração de substâncias nocivas à saúde humana e ao ambiente.

“Dentre os insumos químicos utilizados pela indústria, sem dúvida, o destaque se dá pelo desenvolvimento de tintas, adesivos e vernizes a base de água, que resultam em uma redução significativa no impacto poluente e na exposição ocupacional dos funcionários deste segmento. Esse fato é critico tanto para a utilização quanto para a disposição dos resíduos resultantes do processo de fabricação. Além disso, o desenvolvimento de plásticos mais resistentes, aumentado a durabilidade do produto final, também tem contribuído para a sustentabilidade do negócio”, analisa a assessora.

A indústria química utiliza a água não apenas como matéria-prima, mas também como insumo para a geração de vapor, processo de resfriamento, dentre outros, ensina a representante da Abiquim. Portanto, segundo ela, a otimização do uso da água é uma preocupação constante e responsável pelo desenvolvimento de estudos e tecnologias que visam a redução do uso e a reciclagem deste recurso natural.

“Entre os anos de 2006 e 2013 a indústria tem investido na reciclagem da água oriunda dos efluentes industriais com um significativo aumento de 103% no volume de água reciclada, ao mesmo tempo em que vem descartando efluente com cargas orgânicas cada vez menores, dados que podem ser observados nos indicadores de acompanhamento abaixo”, reflete.
O gerente de Mercado da Artecola, Igor Fritsch, comenta sobre a contribuição que as fornecedoras da indústria moveleira podem dar para se obter uma produção verde.

“Em nossa empresa, temos diversas linhas já desenvolvidas com esse enfoque, de gerar sustentabilidade de maneira global, incluindo o aspecto ambiental, o social e o econômico. Adesivos livres de solventes ou formulações que ofereçam maior rentabilidade e menor impacto ambiental são exemplos dessa contribuição”, diz.

Divulgação Artecola Química

Artemelt 1847, da Artecola

Artemelt 1847 – segundo lugar no Prêmio Inovação

O adesivo de alta performance Artemelt HM 1847/1, premiado na FIMMA, é um exemplo. Com rendimento até 70% superior, contribui para uma produção mais verde ao reduzir o consumo de adesivo para colagem de fitas de borda e, ao mesmo tempo, simplificando processos internos e reduzindo o consumo de energia necessário para esta etapa da produção (temperatura de colagem é mais baixa do que a média de adesivos para a mesma aplicação).

Fritsch detalha algumas práticas sustentáveis de produção adotadas pela Artecola e que podem ser “copiadas” pelas indústrias de móveis. “A Artecola Química acredita que toda empresa deve equilibrar os pilares social, econômico e ambiental da sustentabilidade para tornar-se, de fato, uma empresa sustentável e com perspectiva de futuro, para si e seus públicos. Na Artecola Química, trabalhamos com essa visão, desenvolvendo inovações sustentáveis”, orienta.

A empresa possui ISO 14001 em sua Matriz e prima por uma política ambiental comprometida com a visão de sustentabilidade.


Os comentários estão desativados.

eMobile