Adecol fecha 2016 com 25% de aumento em faturamento

Indústria química paulista dribla grave crise do setor com inovações, exportações e investimento em atendimento aos clientes

Publicado em 13 de janeiro de 2017 | 10:30 |Por: Phaenna Assumpção

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A Adecol, única fabricante brasileira com capital 100% nacional que conseguiu este feito, passou de R$ 127 milhões para R$ 160 milhões de faturamento em 2016. Atuando no mercado de adesivos industriais, a empresa faz parte deste segmento e fornece matéria-prima para mais de 25 segmentos produtivos, que vão desde a indústria automobilística, alimentar, farmacêutica até moveleira, gráfica e eletrônica. “Vimos players fechando linhas de produção, enxugando equipes de atendimento, outros investindo em mercados específicos”, conta o diretor comercial da Adecol, Alexandre Segundo.

Apesar do momento de fragilidade, a estratégia adotada pela empresa foi completamente oposta a isso. “Investimos no departamento comercial para conquistar clientes com um atendimento bem personalizado e regionalizado, fizemos parcerias internacionais, estivemos presentes em eventos na Europa e mantivemos a verba do nosso laboratório de desenvolvimento de novos produtos”, explica Segundo. “Foi um ano bem difícil e precisamos de coragem para continuar acelerando mesmo com o cenário turvo e pouco atraente”, acrescenta.

A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) divulgou em seu balanço anual que o Brasil perdeu a posição que ocupava no ranking mundial e passou de 6º para 8º mercado com o faturamento de US$ 111,8 bilhões, sendo ultrapassado por Índia e França. O ranking considera os dados de 2015. O setor químico brasileiro, no entanto, subiu para a terceira posição no PIB industrial em 2016, estimulado pela queda da indústria automobilística, representando 10,4% de toda a indústria de transformação.

Divulgação Adecol

Adecol

Empresa se posiciona como maior fabricante de adesivos industriais com capital 100% nacional

Correspondendo à performance da Adecol, segundo a Abiquim dentre os diversos segmentos que compõem a indústria química, o destaque é o de Produtos Químicos de Uso Industrial, que deverá encerrar 2016 com um faturamento de US$ 54,9 bilhões.

Faturamento Adecol
2014 – R$ 110 milhões
2015 – R$ 127 milhões – crescimento 18,2%
2016 – R$ 160 milhões – crescimento 25%

Faturamento Indústria Química
2014 – U$$ 147 bilhões
2015 – US$ 111,8 bilhões – queda 23,9%
2016 – U$ 113,5 bilhões – crescimento 1,4%

Exportações
O movimento de mirar o mercado externo foi tão grande que a empresa identifica 2016 como o ano de internacionalização da Adecol. “Contratamos representantes em toda a América Latina e montamos uma rede de atendimento e distribuição eficiente, capaz de atender grandes demandas com rapidez, preço competitivo e estrutura de pós-venda, o que foi decisivo para a conquista de novos clientes fora do País”, revela Segundo.

Divulgação Adecol

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Adesivos PUR, um dos produtos da Adecol

O mesmo não se pode dizer da indústria química brasileira em geral que amargou um déficit da balança comercial de US$ 16,9 bilhões, pois importou US$ 26,7 bilhões em produtos químicos e exportou US$ 9,8 bilhões.

Investimentos
Os investimentos nas linhas de produção da Adecol também contribuíram para a boa performance de fechamento do ano. Líder de mercado no segmento moveleiro, a indústria investiu na estrutura da linha de adesivos à base de água e em melhorias nas linhas de adesivos hotmelt e PUR. “Esses investimentos refletirão em 2017, porque reforçamos três linhas importantes para nossa receita total e estamos prontos para começar o ano com capacidade de entrega plena. Hoje podemos dizer que somos a única empresa brasileira que produz adesivos em território nacional e tem um portfólio completo para mais de 25 segmentos diferentes”.

A empresa já ampliou o terreno para crescimento da planta industrial e agora em 2017 as obras estarão a todo vapor para que possa trazer para o Brasil o que há de melhor em tecnologia de adesivos industriais. A Adecol prevê ainda mais investimento no seu departamento comercial, inclusive com contratação de mais funcionários, para manter a qualidade do atendimento ao cliente, atualmente um dos seus principais diferenciais de mercado.

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Novamente, a indústria paulista andou na contração do seu setor, que segundo a Abiquim está operando com 80% de sua capacidade. Para a associação antes de investir em novas plantas ou expansões os empresários trabalham para aumentar o índice de operação e ter a garantia de fornecimento de energia elétrica e matéria-prima a preços competitivos por longo prazo.

Expectativas para 2017
Ainda para 2017, o objetivo da Adecol é tomar ações estratégicas pontuais, visando mercado por mercado. “Por sermos fabricante de adesivos, muitas vezes sob medida, podemos estar presentes em diversos segmentos, e isso sempre nos fez com que tivéssemos know-how nas mais diferentes aplicações existentes. Por isso, para este ano, decidimos utilizar dessa bagagem que a Adecol possui para explorar todas as oportunidades dos segmentos, agindo pontualmente em cada setor”, completa Alexandre Kiss, diretor comercial da Adecol.

A Adecol também contará com laboratórios cada vez mais especializados e capacitados, novo website com conteúdo inédito e segmentado, implementação de novo sistema e outros investimentos na área de tecnologia.

(com informações da assessoria)

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