Acimall divulga dados do terceiro trimestre de 2014

Pesquisa periódica mostra crescimento significativo nos pedidos de tecnologia para a tecnologia madeireira e moveleira

Publicado em 25 de novembro de 2014 | 11:34 |Por: Renata Bossle

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Embora o clima entre os industriais italianos permaneça incerto, a Associação Italiana de Máquinas e Ferramentas para a Indústria Madeireira (Acimall) aponta resultados positivos em sua pesquisa trimestral. “Podemos dizer que a euforia em alguns mercados – especialmente Estados Unidos e Austrália – é compensada pela situação difícil na Rússia e em países vizinhos”, analisa a entidade.

Contudo, a demanda do mercado interno italiano permanece abaixo das expectativas. No total, o número de encomendas entre julho e setembro de 2014 cresceu 11,3% em comparação com o mesmo período de 2013. Em países estrangeiros, esse aumento foi de 11,8%, enquanto na Itália alcançou apenas 9%.

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“Infelizmente, ainda estamos distantes do incrível aumento de 28,7% registrado no segundo trimestre desse ano em comparação com o período de abril a junho de 2013. Ainda assim, há sinais positivos para apoiar o clima de confiança entre industriais e outros membros da cadeia fornecedora”, aponta o relatório.

Segundo os números apresentados, as encomendas cobrem um período de 2,6 meses, contra 2,9 de abril a junho de 2014. Desde o início do ano, os preços cresceram aproximadamente 1,3%, um número melhor para os industriais que os 0,8% registrados no final de junho.

Divulgação Acimall

Relatório da Acimall

Gráfica mostra variação nas exportações, vendas locais e vendas totais realizadas pela indústria italiana de maquinário moveleiro

 

Para o diretor da Acimall, Dario Corbetta, é possível dizer que a tecnologia italiana para madeira e móveis ainda é um setor positivo. Ele acrescenta que o plano de apoio às exportações criado pelo Ministério Italiano de Desenvolvimento Econômico deve auxiliar as empresas, proporcionando mais recursos.

“Está ficando cada vez mais difícil aceitar que o mercado interno tenha uma possibilidade tão pequena de investir”, lamenta. Mas ele completa: “Nessa situação de crescente dessatisfação, as empresas mais proativas e inovadoras estão expandindo seus mercados como um resultado de comprometimento e investimentos contínuos”.

Expectativas

Por sua vez, a pesquisa de qualidade aponta que 25% dos entrevistados acreditam em uma tendência de produção positiva, 50% estimam estabilidade e 25% preveem uma queda – percentual maior que os 11% do trimestre anterior. O emprego é considerado estacionário por 90% da amostra (contra 84% na pesquisa anterior) e crescente por outros 10%, assim, pelo segundo trimestre consecutivo, não há expectativa de redução. Estoques disponíveis estão estacionados para 75%, decrescentes para 15% e crescentes para 10% dos entrevistados.

A pesquisa de perspectivas também mostra um pessimismo quanto ao mercado interno, compensado pelo persistente otimismo com relação às exportações. Aproximadamente 45% da amostra espera por um aumento nos pedidos internacionais, enquanto 50% acreditam que não haverá variação e 5% esperam por uma queda. Já com relação ao mercado italiano, 15% acreditam em decréscimo e 85% em estabilidade, sendo que nenhum dos entrevistados – selecionados entre proprietários e gerentes – prevê uma expansão.

(com informações da Acimall)


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