Abimóvel prevê recuperação lenta e gradual no setor moveleiro em 2018

Abimóvel projeta crescimento lento e gradual do setor moveleiro em 2018. Segundo a entidade, a produção deve crescer mais de 3% em volume

Publicado em 7 de fevereiro de 2018 | 8:00 |Por: Luis Antônio Hangai

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Após a produtividade da indústria de móveis do Brasil fechar 2017 com saldo positivo – o maior desde 2012 –, segundo a última sondagem do IBGE, a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) prevê que o setor moveleiro em 2018 irá crescer de modo lento, em ritmo de recuperação do período de crise.

De acordo com o presidente da entidade, Daniel Lutz, “a expectativa para este ano de 2018 é de um crescimento lento e gradual no mercado interno. Estima-se que a produção deva crescer 3,1% em volumes, os empregos em 2,0%, as exportações aproximadamente 7,8% e os investimentos em 3,9% (em relação a 2017), o que dá um alento à indústria de móveis, já que os últimos quatro anos foram de recessão”.

Gargalos na indústria do setor moveleiro em 2018

Divulgação Abimóvel

Abimóvel - Setor Moveleiro em 2018

Daniel Lutz: “Estima-se que a produção deva crescer 3,1%”

Embora relativamente otimista, a Abimóvel aponta também os principais gargalos da produtividade no setor moveleiro em 2018 – que persistem há anos – como por exemplo a alta carga tributária, falta de linhas de crédito para capital de giro, inovação e exportação, ausência de uma política industrial e de comércio exterior, volatibilidade cambial, insegurança jurídica e contratual.

A diretora executiva da entidade, Cândida Cervieri, espera uma postura mais assertiva da classe política quanto à resolução destes problemas. “Neste ano esperamos que o governo avance na regulamentação dos artigos da legislação trabalhista e que a reforma previdenciária seja aprovada no Congresso Nacional”, afirma.

Segundo ela, as empresas, de maneira a driblar os habituais gargalos do setor moveleiro, procuraram soluções alternativas/inovadoras para conquistar e manter o consumidor cada vez mais exigente e analítico, apostando em novas linhas de produtos, agregação de novos serviços, design, novos modelos de comercialização e precificação e análises mais detalhadas do perfil do consumidor e de suas necessidades.

Retomada do setor no segundo semestre de 2017

Luiz Chaves/Palácio Piratini

Cândida Cervieri - Setor Moveleiro em 2018

Cândida Cervieri: setor moveleiro tem muitos gargalos a enfrentar

O setor moveleiro em 2018 deve andar em paralelo com o reerguimento da econômica brasileira como um todo. A recuperação da produtividade da indústria moveleira em 2017, sobretudo a partir do segundo semestre, revelam a retomada econômica e também do crescimento e estabilidade do mercado externo.

“Tradicionalmente o setor apresenta um crescimento nos indicadores na indústria moveleira, quer pelas vendas de final do ano, quer pelo reflexo do trabalho desenvolvido nos primeiros meses do semestre e/ou pela participação em feiras, missões, etc.”, explica a diretora executiva da Abimóvel.

Outro aspecto que ajudou a indústria moveleira a se manter de pé no período de crise foi a exportação. O crescimento das exportações de 2017 em relação a 2016 foram de 4,0% e neste ano, segundo estimativas da Abimóvel, espera-se um incremento de 7,8 a 8,0%, em relação a 2017.


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