Abimaq celebra 80 anos em evento comemorativo em Curitiba (PR)

Presidente da CSMEM, Rene Lampe, comenta sobre o cenário e desafios dos fabricantes de máquinas dentro do setor moveleiro

Publicado em 9 de novembro de 2017 | 16:09 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) deu continuidade, em Curitiba (PR), neste dia 8 de novembro, a uma série de atividades comemorativas aos seus 80 anos de existência. Na oportunidade, a entidade relembrou os seus principais avanços no período, apresentou os desafios enfrentados pela indústria nacional e como poderá colaborar para resgatar competitividade do setor.

Marcos Antonio Tavares

Abimaq

Segundo Lampe, o faturamento das empresas fabricantes de máquinas para o trabalho com a madeira foi reduzido em 50%

Em um almoço que reuniu empresários e autoridades no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), estiveram presentes o presidente executivo, José Velloso, o diretor de Ação Política da Abimaq, Germano Rigotto, o vice-presidente da Abimaq (PR), Marcello Luparia, e demais membros da diretoria, como o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Madeira (CSMEM), Rene Lampe.

Segundo Lampe, o setor de máquinas para madeira, segundo dados oficiais, de 2013 até agora, o faturamento das empresas foi reduzido em 50%. “Isso é relevante porque os custos todos subiram e se nós sentimos, os clientes também sentiram. Se eles não estão comprando máquinas, é porque não estão vendendo o seu produto”, diz o presidente do CSMEM.

Na visão de Lampe, falta recurso para as empresas investirem. “As empresas até querem investir, mas não existe verba hoje, a juros razoáveis, para investir. Alguns não investem por problemas de cadastro outros por dinheiro disponível no mercado. Tem dinheiro, mas os juros são muito elevados”, explica. O Finame, por exemplo, está 15% ao ano.

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Os indicadores econômicos dão uma esperança para uma melhora no cenário. “Os juros estão baixando, a taxa Selic está caindo, algumas medidas do governo estão surtindo efeito, o desemprego está diminuindo. São indícios de que a coisa está começando a crescer de novo, parou de cair, o pior já passou”, enxerga Lampe.

Marcos Antonio Tavares

Abimaq

Luparia destacou que o encontro empresarial resultou em oportunidade para a apresentação dos pleitos do setor de bens de capital ao Governo

A mobilização do setor para investir é um dos principais desafios na visão de Lampe. “A Abimaq está atuando junto ao governo para tentar melhorar a situação das empresas, diminuir a carga tributária, para as empresas voltarem a investir. Quando investem, começa a gerar emprego, começa a crescer e aumentar o quadro de pessoal”, diz.

Sobre a Indústria 4.0, Lampe aponta o trabalho de conscientização sobre o conceito de manufatura avançada, com várias palestras e congressos. “Acredito que a partir do ano que vem já se tenha um início bem interessante para esse setor”, diz Lampe. “As empresas não vão deixar de investir por conta da Indústria 4.0, vão ter os investimentos normais e acompanhando isso”, acrescenta.

Abimaq

Com uma série de iniciativas que, ao longo das suas oito décadas, contribuíram para desenvolver o setor e torná-lo mais robusto e competitivo, dentro da indústria de transformação, este é o setor que mais exporta no Brasil. A Abimaq representa mais de 7,5 mil indústrias de máquinas e equipamentos, que juntas empregam mais de 300 mil empregados e somam um faturamento anual superior a R$ 70 bilhões.

Luparia reconhece que o atual cenário é desfavorável, mas destaca a importância das gestões que a Abimaq vem realizando junto ao Governo Federal na tentativa de estancar o processo de desindustrialização do país e que este encontro empresarial resultará em excelente oportunidade para a apresentação dos pleitos do setor de bens de capital ao Governo.


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