Marcenaria que inova: a trajetória da Marcenaria Baraúna

Empresa aposta em boas soluções, sempre procurando se adequar às mudanças nas maneiras de projetar e fabricar

Publicado em 25 de novembro de 2016 | 9:00 |Por: Guilherme Osinski

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

O sonho de ter uma marcenaria própria foi o que motivou o surgimento da Marcenaria Baraúna, cuja história começa ainda em 1979 com o escritório Brasil Arquitetura. Àquela altura, os sócios Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki não estavam contentes com os serviços que vinham contratando, o que fez com que em 1986 eles inaugurassem seu próprio negócio, utilizando a madeira maciça como matéria-prima, devido principalmente à sua qualidade e disponibilidade no Brasil.

Divulgação Baraúna

Marcenaria Baraúna

Marcenaria Baraúna foca em atendimento sempre direto entre cliente e o arquiteto que atende

No início, os trabalhos da Marcenaria Baraúna eram voltados em grande parte para projetos sob medida para clientes e amigos. Hoje, 20 anos mais tarde, a empresa está estrutura em três frentes, a sede da marcenaria, na Barra Funda, em São Paulo, gerenciado por marceneiros e ajudantes, um showroom no bairro Vila Madalena e também um estúdio de projeto, localizado no mesmo local que o showroom, ambos administrados por um grupo de arquitetos.

Leia mais
O Móvel Que Faltava
Movelaria Paranista e a mudança de mercado
Movelaria Boá e a inspiração naval

Segundo Mina Hugerth, uma das arquitetas da Marcenaria Baraúna, nessas duas décadas de história a empresa já lidou com muitos trabalhos desafiadores, principalmente os considerados de grande porte. Entre eles destacam-se o mobiliário para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, na cidade de Goiânia, o Museu Afro, em São Paulo, e também o Cais do Sertão Luiz Gonzaga. “Neles, as formas, de ocupação de áreas amplas e coletivas, bem como a escala de produção, apresentam dificuldades específicas que tiveram de ser equacionadas e potencializadas”, afirma Mina.

Para a realização de todos esses trabalhos citados e também dos destinados a clientes individuais específicos, normalmente para espaços muito reduzidos, a Marcenaria Baraúna utiliza maquinário básico e conta com técnicas elaboradas de todos seus profissionais, que desenvolvem todos os produtos de forma artesanal.

Avaliação do mercado e do futuro

Uma das coisas que chamam atenção na Marcenaria Baraúna é que a empresa jamais precisou recorrer ao mercado internacional para obter insumos necessários. Na verdade, os maiores empecilhos às suas atividades estão relacionados à disponibilidade de matéria-prima. “As dificuldades da Marcenaria Baraúna em relação às matérias-primas acontecem em torno da oferta de madeiras maciças, devido à oscilação de espécies disponíveis no mercado”, revela Mina.

Mesmo assim, a marcenaria pretende continuar usando a madeira em todos os mobiliários que fabrica, preferindo sempre a utilização de madeiras provenientes de manejo florestal adequado. “A Baraúna vem refletindo muito sobre seu futuro e o mercado de móveis no Brasil. Acreditamos que para prosperar atualmente seja necessário especializar-se em todas as etapas de produção: projeto, fabricação e comércio, o que pode vir a implicar em novas parcerias”, conta a arquiteta, que espera que a empresa sirva não só como exemplo para as demais, mas também como referência de uma trajetória possível.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile