2014 e os imbróglios da NR12 para o setor industrial

Revisão da NR12, norma criada em 1978 para segurança de máquinas e equipamentos, anda dando dor de cabeça para fornecedores e indústrias

Publicado em 7 de janeiro de 2015 | 10:34 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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NR12 ainda é motivo de muitas discussões no setor industrial, que está com dificuldade de se adequar pela questão de custos e falta de especificação das regras

NR12 ainda é motivo de muitas discussões no setor industrial, que está com dificuldade de se adequar pela questão de custos e falta de especificação das regras

Em 2014, um assunto foi motivo de muitas discussões entre os gestores das indústrias: a revisão da NR 12, norma regulamentadora criada em 1978 com o objetivo de estabelecer parâmetros  de segurança em máquinas para a indústria. Essa atualização começou em 2010, porém, deparou com diversos obstáculos provenientes da própria evolução do mercado: de cerca de 40 itens avaliados, o montante subiu para 400, o que criou entraves para a produção de companhias de todas as regiões do País.

Para tentar descomplicar a situação que envolve diversos problemas com as interpretações da norma, o setor industrial, o governo e os trabalhadores se uniram e criaram a Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) com membros de cada parte envolvida no tema, fora o envolvimento de entidades como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Esquipamentos (Abimaq), por meio da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Madeira (CSMEM), Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimovel), a própria Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).

Um dos grandes embates da revisão da NR 12 e considerado o seu grande abismo é a amplitude de suas regras, o que dificulta a aplicação no caso de equipamentos que têm funcionamento semelhante, mas que desempenham funções diferentes, como é o caso das prensas e serras utilizadas em setores distintos da indústria.

Para se adequar sua produção às novas regras, as indústrias têm enfrentado problemas com o custo gerado com essa adaptação, o que, em muitos casos, impossibilita a compra de novos maquinários. Outro agravante é a própria idade média do parque fabril da indústria brasileira: 17 anos, número quatro vezes maior do que a realidade de países como a Alemanha, que faz uma atualização de suas máquinas e equipamentos a cada quatro anos.

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Sem  o esclarecimento sobre a melhor alternativa a ser adotada, a situação se tornou complexa para os fornecedores de máquinas e equipamentos. Clientes querem adquirir produtos com a melhor segurança, enquanto que as fabricantes não querem vendê-los com preços acima do mercado.  Algumas empresas estão “ajeitando a casa” por conta própria, buscando a ajuda de assessorias especializada, atualizando seus colaboradores por meio de treinamentos e conversas com seus parceiros.

A fiscalização nas indústrias já começou a acontecer, porém, esbarra no fato de que o escopo da NR 12 é bastante interpretativo e faltam anexos específicos, o que prejudica as adaptações e a própria ‘leitura’ do fiscal na hora de fazer a avaliação das máquinas e equipamentos. Caso sejam observadas irregularidades, a empresa recebe uma notificação e tem um prazo para fazer as adequações. Quando ele não é cumprido, deve ser emitido um auto de infração que gera multa. Em uma nova visita, se não for atendido o pedido, a fábrica é interditada.

A Revista Móbile Fornecedores está acompanhando bem de perto o tema, conversando com todas as partes envolvidas no assunto para mostrar os imbróglios do assunto e trazendo a opinião dos especialistas sobre para onde caminha essa situação.

Você pode conferir as matérias que foram publicadas sobre a NR 12 na Móbile Fornecedores 266  e na Móbile Fornecedores 267.


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