Elevação nos custos produtivos da indústria afeta setor moveleiro

Entidades do ramo apontam problemas em logística e tributação como principais fatores de encarecimento

Publicado em 25 de setembro de 2018 | 17:00 |Por: Luis Antônio Hangai

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) apontou que a produção industrial do Brasil encareceu 3,7% no segundo trimestre de 2018 comparado aos primeiros três meses do ano. Trata-se do maior aumento do indicador desde o quarto trimestre de 2015, quando a expansão chegou a 3,8%. A alta também refletiu nos custos do setor moveleiro, que já enfrenta desafios na segunda metade do ano como a queda no consumo de móveis (que acumula taxa negativa de -3,7% no ano) e as incertezas quanto à reoneração da folha de pagamento.

Conforme a pesquisa da CNI, o aumento nos custos industriais deriva de uma sequência de fatores. O primeiro foi a elevação de 6,4% no custo com bens intermediários (empregados na produção de outros itens), elevação em grande parte motivada pela depreciação do real no período – entre o primeiro e o segundo trimestres de 2018, a moeda se desvalorizou em 11,2%. Além disso, a greve dos caminhoneiros desencadeada em maio ocasionou escassez de produtos e influenciou o aumento dos custos com matérias-primas.

Produção do setor moveleiro desacelera e acumula menor taxa do ano

Houve também o aumento de 8,5% nos custos com energia composto pelas despesas com energia elétrica e óleo combustível: este último apresentou crescimento de 24,4% no segundo trimestre de 2018. O aumento no preço do óleo combustível, conforme a CNI, se dá pela conjunção da acentuada desvalorização cambial no trimestre e o aumento de cerca de 11% no preço internacional do petróleo no período.

Por outro lado, embora os custos industriais tenham crescido, os preços dos produtos manufaturados se elevaram em 3,8%. Para a CNI, esse é um indicativo de que a indústria, de modo geral, está conseguindo repassar o aumento de custos do trimestre aos consumidores, preservando a lucratividade.

Situação dos custos do setor moveleiro

Embora a pesquisa da CNI não aponte detalhes do encarecimento da produção de acordo com ramos produtivos, os custos do setor moveleiro acompanham a tendência industrial como um todo. Em Santa Catarina, estado que mais exporta móveis no Brasil, a infraestrutura precária e as tributações se somam na elevação dos preços.

“Todo o setor produtivo está sofrendo com a alta de custos e os principais fatores são o elevado custo de logística devido à falta de infraestrutura, os pesados encargos trabalhistas e as inúmeras Normas Regulamentadoras (NRs) impostas para o setor. Além da desvalorização cambial, a alta da energia elétrica, as incertezas políticas e a indefinição econômica do país aliada às altas taxas de juros que continuam, são fatores que elevam os custos de produção”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), Ilseo Rafaeli.

Fernando Aguiar

reunião em brasília sobre a desoneração do setor moveleiro

Lideranças do setor moveleiro em reunião com o ministro Eliseu Padilha, em Brasília

No Rio Grande do Sul, a produção de móveis evoluiu 3,4% no primeiro semestre. Mas, de acordo com a Associação das Indústrias de Móveis do estado (Movergs), mesmo com o número positivo é possível identificar altos e baixos no mercado interno e externo. “Sim estamos sofrendo com a alta do dólar. Muitos insumos aumentaram e não estamos conseguindo repassar. Também estamos sofrendo com relação ao aumento dos fretes e o setor como um todo não tem conseguido repassar nos preços”, comenta o presidente da entidade, Volnei Benini.

Grande parte dessas questões não são resolvidas no mercado em si, mas no plano político. A Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel) tem sido demandada para buscar caminhos de reduzir os custos do setor moveleiro em Brasília. Seus últimos esforços, por exemplo, se concentraram em incluir os produtores de móveis no projeto de lei que prevê manter a desoneração da folha de pagamento até dezembro de 2020.

Entenda a trajetória da reoneração da folha de pagamento do setor moveleiro

Conta o presidente da entidade, Daniel Lutz, que, como resposta à greve dos caminhoneiros, em maio o governo federal vetou a isenção tributária às fabricantes de móveis (juntamente com outros setores), o que deve elevar os custos do setor moveleiro, sobretudo entre as empresas que mais empregam. As indústrias já começariam a ser tributadas sobre a folha de pagamento ainda em 2018 e não mais sobre o faturamento.

“Então, começamos uma maratona a Brasília. Conversamos com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com parlamentares. Conseguimos costurar uma emenda que inclui o setor na desoneração até dezembro de 2020. O relatório foi aprovado e agora segue para votação da Câmara e do Senado”, diz Lutz.

Brasil precisa oferecer segurança jurídica a todos que querem investir, gerar empregos e riquezas.  Nosso país é privilegiado em riquezas naturais e culturais

Às vésperas das eleições presidenciais, lideranças do setor moveleiro aguardam com um misto de realismo e ceticismo os programas que serão propostos pelos próximos governantes. Para Benini, da Movergs, os eleitos poderiam contribuir para a desoneração da folha e a diminuição da carga tributária, mas assevera que a “política nos envergonha como empresários”.

Já Rafaeli espera que o próximo governo apresente um projeto amplo que revitalize a economia como um todo a fim de recuperar a credibilidade do país. “O Brasil precisa oferecer segurança jurídica a todos que querem investir, gerar empregos e riquezas. Nosso país é privilegiado em riquezas naturais e culturais. Tem um povo trabalhador que se reinventa a cada dia. Seja quem for o próximo presidente, o mais importante é que seja reconhecido como legítimo, que olhe para frente, que tenha um projeto de curto, médio e longo prazo e, principalmente, governe para toda a nação”, comenta.

Projeto Comprador terá 10ª edição na Fimma Brasil 2019 com o apoio da Apex-Brasil

Mercados-alvo são África do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Índia, México, Peru e República Dominicana

Publicado em 21 de setembro de 2018 | 14:23 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

Ao realizar a 10ª edição do Projeto Comprador na Fimma Brasil 2019, a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) consolida o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) por intermédio do Orchestra Brasil, projeto de exportação de empresas brasileiras fornecedoras da indústria moveleira gerido pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis).

A quinta maior feira do mundo em máquinas, matérias-primas e acessórios para móveis terá como mercados-alvo dez países: África do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Índia, México, Peru e República Dominicana. A 14ª edição da Fimma Brasil 2019, que ocorrerá de 26 até 29 de março, em Bento Gonçalves (RS), será o elo entre expositores, importadores, distribuidores ou fabricantes de móveis de fora do Brasil.

Para Marcelo Haefliger, diretor Internacional da Fimma Brasil 2019, ter a Apex Brasil como apoiadora e o Projeto Orchestra Brasil a frente mais uma vez com as rodadas de negócios, sem dúvida, ratifica a relevância da iniciativa em prol do desenvolvimento dos fabricantes de insumos e tecnologias. “Será uma excelente oportunidade de estreitar relacionamentos e firmar parcerias entre importadores e empresas nacionais expositoras da Fimma Brasil, além de oportunizar a abertura de novos mercados”, completa.

Produção de móveis no Rio Grande do Sul cresce no primeiro semestre

Previsto para acontecer no pavilhão A do Parque de Evento de Bento Gonçalves (RS), o projeto Comprador contará com rodadas de negócios simultâneas, com duração máxima de 20 minutos cada, pré-agendadas das 8h às 12h30min. Os expositores que desejam participar das rodadas de negócios podem se inscrever pelo site www.fimma.com.br/comprador e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail projetocomprador@fimma.com.br ou pelo telefone +55 54 2102-2450.

Em 2017, foram realizadas 1,2 mil rodadas de negócios concretizadas com 50 compradores internacionais de países como Estados Unidos, México, Panamá, Chile, Colômbia, Peru, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Uruguai, Bolívia e África do Sul, o que representou US$ 3,3 milhões em negócios efetivados apenas na última edição.

Projeto Comprador na Fimma Brasil

O objetivo do Orchestra Brasil é promover e intensificar a inserção das indústrias fornecedores no mercado internacional por meio de ações de promoção comercial como projetos Comprador, projetos Vendedor, missões empresariais e participações em feiras em diversos países.

Integram o projeto mais de 110 empresas brasileiras fabricantes de componentes e tecnologias para móveis como puxadores, organizadores em aço, laterais de gavetas, tintas e vernizes, fita gomada, fio resinado, rodízios, máquinas e ferramentas, acabamentos em papel e em PVC, e outros insumos além de estúdios de design.

Flexform e Rivera se unem para comercialização de mobiliário corporativo

Ao somarem expertises, empresas têm por objetivo revolucionar o mercado de mobiliário corporativo

Publicado em 19 de setembro de 2018 | 10:33 |Por: Cleide de Paula

A Flexform, fabricante de cadeiras, e a Rivera, especialista há 50 anos no desenvolvimento de móveis para ambientes de negócio e indústria moveleira, anunciam uma parceria entre as duas empresas. A Joint Venture entre Flexform e Rivera objetiva a comercialização de soluções completas para o mercado corporativo.

Ao somarem expertises no setor moveleiro e conectadas com as tendências do cenário nacional e internacional, as empresas têm por objetivo revolucionar o mercado de mobiliário corporativo com a oferta do que há de melhor nos portfólios para atender as necessidades dos clientes e parceiros.

Flexform ambiente Neoway

Ambiente Neoway da Flexform

“Resolvemos fazer essa união porque são duas empresas com especialização nos seus produtos, grande capacidade produtiva e, o principal, afinidade e amizade que geram uma relação de confiança muito forte, a qual garante o sucesso desta parceria”, compartilha Pascoal Iannoni, CEO da Flexform.

Com a parceria será possível oferecer maior velocidade nas negociações, por meio de negociação comercial conjunta que reflete em maior flexibilidade e possibilidade de vendas com melhor custo-benefício. Outro ponto positivo, de acordo com as empresas, é que os clientes terão à disposição os melhores especialistas do mercado focados no desenvolvimento de produtos com identidade única em design, tecnologia e durabilidade, sem contar o suporte para atendimento ágil e efetivo na pré e pós-venda.

Comercialização da Joint Venture entre Flexform e Rivera

A comercialização conjunta da Joint Venture entre Flexform e Rivera prevê ainda otimização nos prazos de fabricação e entrega, melhor assistência técnica do mercado e o compromisso de ambas as empresas estarem sempre focadas nas tendências e no comportamento do consumidor no futuro, tendo em vista o aperfeiçoamento de produtos e serviços. “Os produtos que estamos apresentando são fundamentais para ajudar a todos, porque vêm agregar os valores e princípios das duas empresas”, destaca o presidente da Rivera, Salvador Brambilla.

Produção de móveis no RS cresce

A união é vista como um momento desafiador pelos novos líderes Joint Venture entre Flexform e Rivera, que estão atentos também em soluções colaborativas, hoje tão buscadas pelo mercado em geral, assim como na personalização e no poder de criação das empresas que se preocupam e investem na capacidade de transformação de diferentes espaços, conforme a necessidade de cada negócio.

“As pessoas buscam cada vez mais um espaço mais residencial, o mais familiar a elas, mais vivo e mais alegre. É isso que vamos tentar oferecer a elas”, enfatiza o supervisor de Inteligência de Mercado da Flexform, Ennrico Iannoni. “O desafio é grande. É uma história grande para continuar e fazer as nossas empresas fluírem juntas”, define o diretor industrial da Rivera, Daniel Brambilla.

Sobre Flexform e Rivera

Com mais de meio século de existência, forte DNA para a inovação e investimento contínuo em qualidade, robustez e design, a Flexform se consolida como referência quando o assunto são assentos executivos, operativos, para auditório, colaborativos e de coletividade. A experiência adquirida ao longo desses mais de 50 anos permite à Flexform oferecer as melhores soluções em offices, projetos colaborativos e ambientes inteligentes e inovadores, garantindo a satisfação de todos os seus clientes.

Completando 50 anos de história e conquistas, a Rivera conta com uma grande experiência no setor para atender as exigências de um mercado mobiliário competitivo e inovador, visando sempre investir em relações éticas, transparentes e duradouras com seus clientes e parceiros. Com um dos maiores parques fabris da América Latina, a Rivera desenvolve produtos e soluções mobiliárias para proporcionar interatividade, conforto e qualidade entre as pessoas e os ambientes.

(com informações de assessoria)

Produção de móveis no RS cresce 3,4% nos primeiros seis meses do ano

No mês de junho, relatório do Iemi aponta geração de 6,5 milhões de peças, o que representou alta de 17% em comparação a maio

Publicado em 17 de setembro de 2018 | 16:50 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

Nos seis primeiros meses de 2018, a produção do setor moveleiro do Rio Grande do Sul representou crescimento de 3,4%. Apenas no mês de junho foram 6,5 milhões de peças, alta de 17% em relação a maio. Nos últimos 12 meses, houve estabilidade de 0,1%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações estão no relatório de agosto com dados de junho e julho 2018, intitulado ‘Conjuntura e comércio externo do setor de móveis no Brasil’, do Iemi – Inteligência de Mercado.

Exportações do setor moveleiro do Rio Grande do Sul

No quesito exportações, em junho houve alta de 58,6%, atingindo US$ 18 milhões, porém, em julho, as exportações registraram queda de 21,8%, resultando em US$ 14 milhões. Com relação aos países de destino das exportações de móveis do Rio Grande do Sul, no mês de julho o Uruguai ficou em primeiro lugar com 17,1% dos valores exportados, seguido pelos Estados Unidos com 15,7% e pelo Peru com 13,8%.setor moveleiro do Rio Grande do Sul

De janeiro a julho de 2018, dos valores exportados pelo setor moveleiro do Rio Grande do Sul, o principal destino das exportações foi o Uruguai com 15,3%. O Peru veio em seguida com 14,4% e os Estados Unidos em terceiro com 14,3%.

Movergs comemora 31 anos

A análise do consumo aparente de móveis no estado gaúcho mostra que o volume foi de seis milhões de peças, apresentando aumento de 10,2% em relação a maio. No acumulado do ano até junho houve alta de 2,8%. Em se tratando de vendas do comércio varejista de móveis, o setor moveleiro do Rio Grande do Sul também cresceu 2,8% em volume e em valores 3,6%. No acumulado do ano, o varejo em volume apresentou crescimento de 4,3% e 4,4% em valores das receitas.

Avaliação da Movergs

Para o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Volnei Benini, os números deixam claro que houve avanços do setor moveleiro do Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2018, mas ainda é possível verificar altos e baixos tanto no mercado interno quanto externo. “As palestras ministradas no 28º Congresso Movergs, no início do mês de julho, nos mostraram um cenário otimista, mas também é preciso compreender que estamos nos recuperando de anos difíceis e, dessa forma, é normal que ainda existam oscilações, inclusive, por ser um ano eleitoral, de muitas incertezas”, conclui.

Qual o nível de maturidade da Indústria 4.0 na sua empresa?

Consultor moveleiro desenvolve questionário para medir a qualidade dos processos digitais de uma empresa

Publicado em 17 de setembro de 2018 | 15:25 |Por: Luis Antônio Hangai

Conhecida também como a “quarta revolução industrial”, a implementação de processos automatizados a partir de comando numérico computadorizado (CNC), robôs, inteligência artificial e outros sistemas digitais nas fábricas vem se constituindo globalmente como uma das mais fortes demandas no segmento produtivo. A Indústria 4.0 no setor moveleiro abrange não apenas as etapas de produção do mobiliário, mas atravessa todos os aspectos destas empresas, desde a gestão e aquisição de matérias-primas até o envio de projetos a serem executados nas máquinas operacionais.

Quando se fala do conceito de Indústria 4.0 no setor moveleiro, é preciso considerar uma multiplicidade de aspectos de digitalização interna da empresa. Neste sentido atenta-se para a formação de redes entre computadores, impressoras e equipamentos, armazenagem de dados em nuvem, reposição automática de matérias-primas, softwares ERP multiplataforma, modelagem de projetos em 3D, ordens de produção automáticas, entre outras facetas que perpassam desde a alta administração até o chão de fábrica.

Pensando nessa pluralidade de elementos que, combinados, constituem a indústria moveleira 4.0, o consultor especializado em processos industriais para móveis, Claudio Perin, lançou um questionário para medir o grau de maturidade digital das empresas do setor. Ao responder 25 perguntas, o usuário recebe uma avaliação em porcentagem: resultados acima de 70% significam um caminho consolidado, ao passo que abaixo de 30% é um alerta para riscos à sobrevivência do negócio.

Clique aqui para responder gratuitamente o questionário

Entretanto, segundo Perin, a qualidade da Indústria 4.0 no setor moveleiro não se constitui apenas por meio da soma de diferentes áreas digitalizadas de uma empresa. Mais relevante é a integração entre todos estes elementos, ou seja, a maneira como eles se conectam e possibilitam um tráfego mais fluído de informações entre os diferentes departamentos da indústria, reduzindo o agir humano na transição das etapas e favorecendo a automatização dos processos.

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Digitalização de processos e sua integração está na base do desenvolvimento da indústria moveleira 4.0

Vantagens da Indústria 4.0 no setor moveleiro

“Chegamos num ponto decisivo: quem sabe conectar esses pontos é quem vai fazer a diferença. Mesmo quando tenho toda estrutura implementada, ainda pode faltar a conexão entre as partes. É isto que irá permitir às informações e ações fluírem entre os departamentos das empresas de maneira automatizada. Hoje no mercado existem muitas empresas que oferecem produtos e serviços relacionados à Indústria 4.0 ao empresário moveleiro, mas de modo separado, sem uma visão integral do negócio, com todos os pontos convergindo para o mesmo objetivo. Mas é quanto a esta integração que o setor de móveis precisa estar atento”, diz o consultor.

Desafios e benefícios da manufatura avançada na indústria moveleira

Perin exemplifica dizendo que a Indústria 4.0 no setor moveleiro está mais desenvolvida na proporção em que mais setores da empresa estão conectados. Dessa maneira, é melhor ter dez processos automatizados que se comunicam entre si do que 12 dos quais só a metade age de modo integrado.

Chegamos num ponto decisivo: quem sabe conectar esses pontos é quem vai fazer a diferença. Mesmo quando tenho toda estrutura implementada, ainda pode faltar a conexão entre as partes

“Tal conectividade acelera a tomada de decisão, aumenta a eficiência e produtividade, além de reduzir a ocorrência de erros na recepção e registro das informações. Ao retirar o ser humano da tomada de decisões, gasta-se menos tempo com máquinas paradas e operações manuais entre as etapas de envios de projetos de mobiliário para a linha de produção”, exemplifica Perin.

O consultor ainda afirma que a Indústria 4.0 é um conceito aplicável nos mais diferentes tipos de indústrias moveleiras: seriadas, planejadas e mesmo o sob medida. Contudo, a demanda cresce na medida em que aumenta a customização e personalização do processo produtivo. Isso porque estas operações exigem informações mais precisas quanto às especificidades em matérias-primas, design e dimensões das peças, o que aumenta a margem de erro – equivalente a desperdício de recursos e de tempo – em situações de não-automação.

Promob e SCM realizam Porta Abertas para mostrar inovação e produtividade

Evento apresentará soluções diversas em corte, colagem, acabamentos, furação e usinagem para a indústria moveleira

Publicado em 14 de setembro de 2018 | 11:44 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

A indústria moveleira tem a oportunidade de apreciar soluções em produtividade, além de inovação e qualificação no evento Portas Abertas realizado. Realizado pela SCM Tecmatic, um dos maiores fabricantes mundiais de máquinas para fabricação de móveis, com apoio da Promob Software Solutions, empresa líder em software para o setor moveleiro, está marcado para os próximos dias 26 e 27 de setembro, em São Paulo (SP).

O Open House voltado à inovação, qualificação e produtividade apresentará soluções diversas em corte, colagem, acabamentos, furação e usinagem para a indústria moveleira, além de diferenciais em tecnologia digital para integração entre software e máquina. Ano passado, a SCM realizou uma edição do Portas Abertas na fábrica em São Bento do Sul (SC) com foco em exibir soluções para acabamentos de alto padrão.

A Promob, parceira do evento, levará soluções voltadas à indústria moveleira como o Promob Start, destaque entre as modernas ferramentas de elaboração de projetos para fabricantes de móveis. O Promob Start é uma solução de projeto, venda e produção, com capacidade para automatizar o processo de geração de informações.

Consumo de painéis de madeira tem alta em julho

Além disso, o evento contará com treinamentos voltado à capacitação de operadores de coladeiras de bordas, podendo ser realizadas inscrições pelo e-mail delayne@critec.com.br ou pelos fones (11) 2796-7919 e 2695-4151, até o dia 25 de setembro. A H.B. Fuller/Adecol é outra apoiadora do evento e colaborará com adesivos e colas para esse processo produtivo.

A Promob Software Solutions é desenvolvedora de software para a indústria moveleira nas áreas de projeto, produção e gestão. Os programas são concebidos para tornar mais eficiente a relação usuário, tecnologia e mercado e desta forma agregar valor e maior competitividade ao trabalho de arquitetos, decoradores, indústrias, marcenarias e lojistas.

Portas Abertas SCM
Local: Showroom SCM Tecmatic São Paulo
Endereço: Rua da Gávea, 655 – Vila Maria – São Paulo – SP
Data: 26 e 27 de setembro
Horário: 16h às 20h

(com informações de assessoria)

Movergs comemora 31 anos de fundação

Data festiva da entidade será celebrada nesta sexta-feira, 14 de setembro

Publicado em 13 de setembro de 2018 | 16:15 |Por: Ricardo Heidegger

Com a importante missão de representar e defender os interesses da cadeia produtiva de madeira e móveis, a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) completa, nesta sexta-feira (14/09), 31 anos de existência. Desde 1987, a entidade tem direcionado esforços no sentido de contribuir e garantir ferramentas competitivas em prol do desenvolvimento dos associados.

Ao longo dos anos, a associação vem apostando constantemente no aprimoramento de projetos, oportunidades e parcerias. A defesa dos interesses das empresas do setor moveleiro também motiva a Movergs a trabalhar pela ampliação de sua representatividade no contexto político-econômico nacional.

Divulgação Movergs

Movergs

Presidente da Movers, Volnei Benini

Diante da competitividade mundial, a Movergs aponta em nota que vem se aperfeiçoando para promover ações e levar informações que estimulem a inovação e novas oportunidades para as indústrias. Um exemplo de boa iniciativa é o consolidado Congresso Movergs que, neste ano, chegou à 28ª edição, reunindo mais de 350 pessoas.

Outros exemplos são a Fimma Brasil, que em 2019 terá a 14ª edição, reuniões com representantes de sindicatos dos polos moveleiros do estado em busca de uma agenda positiva e a nova sede no Centro Empresarial de Bento Gonçalves. Também entra nessa listagem o recente 1º Fórum Movergs de Design, com o intuito de agregar valor e auxiliar a criar ferramentas inovadoras.

O presidente da Movergs, Volnei Benini, destaca que as mais de três décadas auxiliaram para que a entidade se fortalecesse e se tornasse referência do setor moveleiro regional, estadual e nacional. “Agradeço imensamente aos empresários que me antecederam e comandaram a Movergs com pulso firme, mesmo diante de cenários bastante pessimistas. Sinto-me grato por poder fazer parte dessa história”, comenta.

– Consumo de painéis de madeira em julho tem alta em relação ao mesmo período de 2017

Durante os 31 anos de trajetória da Movergs, alguns profissionais passaram pelo comando da associação. O primeiro foi Aldo Cini, que foi presidente de 1987 até 1990. Seguido dele, Nelto Scarton comandou de 1990 até 1995; Paulo Farina de 1995 até 1997; Claudiomar Verza de 1997 até 1999; Paulo Renato Paes Barros de 1999 até 2001; Sergio Dalla Costa de 2001 até 2003. Finalizando a lista, está Ivanor Scotton de 2003 até 2005; Luiz Attilio Troes de 2005 até 2007; Maristela Cusin Longhi de 2007 até 2009; Ivo Cansan de 2010 até 2015 e o atual presidente Volnei Benini, que começou seu mandato em 2016.

(com informações de assessoria)

Consumo de painéis de madeira em julho tem alta em relação ao mesmo período de 2017

Por outro lado, as exportações de painéis de madeira registram queda em relação ao mesmo período

Publicado em 10 de setembro de 2018 | 11:34 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

O consumo aparente de painéis de madeira registrou variação positiva de 13,4% em julho deste ano em relação a julho de 2017, um total de 625 mil m³ de chapas consumidas – 74 mil a mais que em julho de 2017. Os dados são do 51º Cenários Ibá, divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

O total de chapas consumidas em julho é o maior considerando 2017 ee 2018, sendo 10 mil m³ de painéis de madeiras a mais que em novembro de 2017, o segundo maior mês de consumo no período citado. Entre janeiro e julho deste ano, a variação positiva é de 3,5% em relação ao mesmo período de 2017.painéis de madeira

Exportações de painéis de madeira

Por outro lado, as exportações de painéis de madeira tiveram decréscimo de 5,1%, tendo 6 mil m³ a menos de chapas exportadas. No total, foram produzidos 736 mil m³ de chapas. No acumulado deste ano, as exportações tiveram aumento de 2,5% em relação a 2017. Em dólares, a balança comercial de painéis de madeira entre janeiro e julho teve crescimento de 6,7%, registrando US$ 174 milhões no período, frente aos US$ 163 milhões em 2017.

Confira todas as informações sobre o mercado de chapas brasileiro

Os principais destinos das exportações foram América Latina (US$ 98 milhões) com alta de 14%; América do Norte (mas registrando queda de 7,3% no período) e Ásia, também com queda (-12,5%) em relação a janeiro e junho de 2017. Europa teve crescimento de 300%, passando de US$ 2 milhões para US$ 8 milhões; e China de 100% porque o país asiático importou um milhão a mais do painel de madeira brasileiro no período.

painéis de madeira

Confira os desempenhos recentes da indústria de painéis ao longo dos meses de acordo com os relatórios do Cenários Ibá.
Junho de 2018
– Maio de 2018
– Abril de 2018
Março de 2018
Fevereiro de 2018
– Janeiro de 2018

– Relatório Ibá 2017
– Relatório Ibá 2016

– Dezembro de 2017
– Novembro de 2017
– Outubro de 2017
– Setembro de 2017
– Agosto de 2017
– Julho de 2017
– Junho de 2017
– Maio de 2017
– Abril de 2017
– Março de 2017
– Fevereiro de 2017
– Janeiro de 2017
– Dezembro de 2016
– Novembro de 2016

Promob realiza edição do Promob Day em Ubá (MG)

Evento da Promob, que já ocorreu em outras cidades do país, fornece a oportunidade de trocas de experiências e networking

Publicado em 8 de setembro de 2018 | 9:00 |Por: Ricardo Heidegger

O Promob Day, evento da Promob Software Solutions, tem parceria com o Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind), e terá como tema da próxima edição “Os Impactos da Indústria 4.0 nas Empresas Moveleiras”. A iniciativa busca ampliar temáticas sobre inovação, estratégia e liderança, com reflexões sobre o que está em transformação e as novas perspectivas de trabalho, produtos e serviços na área moveleira. O evento acontecerá no dia 04 de outubro, em Ubá (MG), sendo gratuito mediante a inscrição no site.

O Promob Day, já realizada em outros estados do Brasil, fornece uma alternativa para troca de experiências e networking. “O Promob Day, faz parte de uma grade de ações itinerantes que desenvolvemos e que levam conteúdo relevante para o setor moveleiro. É uma oportunidade para imersão em temas orientados aos tomadores de decisões, que com frequência precisam realizar escolhas assertivas para ascensão das empresas em que atuam”, afirma a coordenadora de relacionamento da Promob, Jaqueline Maraschin.

Para falar sobre os impactos e reflexos da Indústria 4.0, a Promob apresenta no evento o consultor Cláudio Perin, especializado na área estratégica-industrial de fabricantes e lojistas do setor moveleiro e com 25 anos de experiência na área. Segundo ele, as empresas caminham para um sistema empresarial em que precisam sair da operação e focar na gestão. “Não existe outro caminho para sobreviver. Não é colocando a mão na massa que elas vão crescer e sim colocando o cérebro em seus modelos de negócios”, afirma.

Observações e avaliações do Promob Day

O profissional observa que quando surgiram as tecnologias de plano de corte, renderização, ERP e equipamentos CNC, o marceneiro acreditava que isso era ação de indústria grande. “Como já explicou certa vez Steve Jobs, os pontos se ligam no futuro e hoje a indústria moveleira cresce em meio às crises econômicas, tendo como base de sustentação e crescimento sua integração tecnológica”, justifica.

Em sua avaliação, para muitas empresas a linguagem Indústria 4.0 ainda pode parecer estranha, já que o modelo de negócio é novo no Brasil. “No passado recente, as empresas moveleiras que integraram a produção através de softwares de projeto e gestão já experimentam as vantagens destes avanços e consideram um caminho sem volta”.

– Revista Móbile representa o Brasil em palestras sobre mercados nacionais e a China

“Da mesma forma, as vantagens de trilhar o caminho da Indústria 4.0 são muito claras e pode sair caro para os últimos que se engajarem neste contexto que traz como vantagens a redução de custos e a maximização dos resultados operacionais, não só de fabricação, mas também logísticos”, complementa o consultor.

Promob Day
Data: 04 de outubro
Horário: 19h30
Local: Rodovia MGT 265, Km 83 | Horto Florestal | Ubá (MG)

(com informações de assessoria)

Berneck construirá fábrica em Lages (SC) com previsão de início para outubro

Início da terraplanagem onde será construída a unidade ainda depende de licenças do Governo de Santa Catarina

Publicado em 6 de setembro de 2018 | 16:43 |Por: Luis Antônio Hangai

A construção de uma fábrica da Berneck em Lages – a terceira da fabricante de painéis de madeira que já conta com unidades em Curitibanos (SC) e em Araucária (PR) – continua avançando. Os trabalhos de terraplanagem do terreno onde a planta será instalada, nas proximidades da BR-116 em duas áreas localizadas na Fazenda Cruz de Malta, estão previstos para começar em outubro deste ano. O investimento da empresa gira em torno de R$ 800 milhões, com estimativa de gerar 600 empregos diretos em seus primeiros meses de atividade.

Questionado sobre os investimentos da Berneck em Lages, o setor de marketing da empresa respondeu que “todo projeto industrial requer muito estudo e é um processo de bastante detalhamento”, mas optou por não fornecer mais informações sobre a construção. Entretanto, notícias veiculadas periodicamente pela prefeitura da cidade apontam que a execução do empreendimento ainda depende da liberação de licenças que competem ao governo do Estado.

Coleção Origens foi destaque da Berneck na ForMóbile 2018

No começo de agosto, a previsão era de que a documentação fosse liberada em 90 dias, mas em uma reunião no dia 7 do mesmo mês entre o governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Adenilso Biasus, o prefeito de Lages, Antonio Ceron e o presidente da Berneck, Gilson Berneck, ficou acordado que todo o procedimento será feito em até 60 dias, dando agilidade ao processo.

Na ocasião, de acordo com a Prefeitura de Lages, Gilson Berneck detalhou para o prefeito que será realizada uma ampliação do projeto original, com a instalação de uma segunda unidade de produção da linha de madeira em MDF e expansão da serraria. “Já estão contratadas as empresas responsáveis que farão a topografia e sondagem do terreno para a construção do nosso parque fabril”, teria dito o empresário.

Gilson Berneck, Antonio Ceron e Eduardo Moreira em reunião para acertar detalhes da construção de uma fábrica da Berneck em Lages

Histórico do empreendimento da Berneck em Lages

As negociações para instalação da Berneck em Lages começaram em 2016, mas foi apenas em 6 de fevereiro de 2018 que o protocolo de intenções entre a empresa e o Governo de Santa Catarina foi assinado. Trata-se da continuidade do projeto de expansão da paineleira em território catarinense, que em 2010 colocou em funcionamento sua unidade em Curitibanos.

Entretanto, o empreendimento enfrentou obstáculos judiciais já em março, quando um recurso interrompeu o projeto de lei que tramitava na Câmara de Vereadores do município para cessão de dois terrenos onde a unidade será construída. Tratam-se de duas áreas localizadas na Fazenda Cruz de Malta, às margens da BR-116, uma que pertencia à família Schroeder e outra da Seara Alimentos Ltda.

Para a instalação da fábrica, a prefeitura teve que desapropriar os dois imóveis, mas a família proprietária de um destes terrenos questionou na Justiça o valor pago pela indenização. Depois de seis meses de negociações mediante processo judicial, com debate entre a Procuradoria Geral do Município (Progem) e a família Arruda Schroeder, o documento de imissão de posse foi expedido pela Vara da Fazenda de Lages, em favor da prefeitura e da empresa. A notícia foi divulgada oficialmente em 9 de julho.

Com a instalação da Berneck no município, a Prefeitura de Lages prevê faturar R$ 650 mil por mês de retorno de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com a movimentação de aproximadamente R$ 50 milhões em mercadorias.


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