Quartos infantis mais práticos e divertidos

Arquiteta reforça a importância de diferenciar o design em ambientes para bebês e crianças. Peças assinadas e versatilidade também podem ser um caminho

Publicado em 9 de agosto de 2014 | 10:12 |Por: Frances Baras

Milcho Pipin

Quarto infantil

Mistura de estilos e flexibilidade necessária para o futuro crescimento da família marcam projeto da arquiteta

Conciliar as vontades dos pais e criar um ambiente aconchegante e, ao mesmo tempo, divertido. Estes são alguns dos desafios dos na hora de projetar e mobiliar um quarto infantil. Para a arquiteta curitibana Camila Bruzamolin, o fundamental, nestes casos, é fazer com que estes ambientes sejam mais lúdicos.

“Como todos os ambientes da casa, os quartos infantis devem refletir a personalidade dos moradores. Quando bebês, de toda a família e, depois, da criança. Elas devem poder aproveitar esse ambiente ao máximo para brincar e ficar livres. Sempre que projeto ambientes infantis me pego imaginando a criança lá dentro, aproveitando tudo o que foi colocado para ela. Se puder brincar com o máximo disso, perfeito”, observa.

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As peças de design também podem contribuir para essa atmosfera, ressalta. “Elas resgatam o estilo lúdico e as referências do seu criador e acabam combinando com o cliente. Funcionam como as ‘clássicas’, porém com um toque ‘extra’”, compara e complementa: “Sempre penso que quem contrata um profissional é porque quer algo de valor estético, inovador e funcional. Então, por que não investir em algo que foi pensado da mesma forma e para o publico especifico?”, questiona.

Milcho Pipin

Quarto infantil

Quarto infantil projetado por Camila Bruzamolin

Porém, como no Brasil ainda há certa resistência em relação a investimento em peças de valor mais alto para os quartos infantis, geralmente transitórios, é preciso ir devagar. “Geralmente começo pela poltrona de amamentação, a cadeira de estudos, uma banquetinha diferente ou pela iluminação, que são mais fáceis de serem assimilados. Se o cliente der mais abertura maior, aumentamos o numero de peças”, descreve a arquiteta.

Pensando no futuro

O crescimento da criança (ou da própria família) pode passar de ‘problema’ a solução para tornar o design interessante. Nesse caso, a praticidade não é desculpa para não dar a devida atenção para o ambiente. Camila cita como exemplo a cliente que solicitou um projeto que acomodasse, no futuro, mais uma criança.

“A cama da babá era indispensável e hoje o quarto funciona dessa forma. Para que coubessem todos os elementos, dividi a área do armário para encaixar o berço no meio. A ideia é que, depois que o segundo bebê crescer, ali se encaixe a mesa de estudos do mais velho.”

O projeto ainda atendeu, segundo ela, às diferentes expectativas do pai e da mãe. “Os moveis tem um desenho bem reto e moderno, conforme a solicitação do pai; e utilizamos elementos mais clássicos na decoração, como era o desejo da mãe”, finaliza.


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