Quarto do bebê: como planejar?

Arquitetas dão dicas de como ambientar o quarto do bebê e torná-lo prático, seguro e aconchegante

Publicado em 28 de agosto de 2014 | 17:08 |Por: Júlia Magalhães

 

Divulgação Espaço do Traço Arquitetura

Quarto do bebê


As especificadoras ressaltam que atualmente, um toque de cor é super bem-vindo nestees ambientes

O quarto do bebê é um espaço especial onde tanto a mamãe quanto o bebê passarão várias horas por um longo período, portanto, precisa ser pensado de modo a ser prático, seguro e aconchegante para ambos. A arquitetas Maíra Queiroz e Vanessa Faller, do escritório Espaço do Traço Arquitetura, de Florianópolis (SC), apontam dicas que auxiliam o planejamento do ambiente – mas são enfáticas ao dizer que solicitar a ajuda de um profissional é a melhor saída.

“Desde muito pequena é fundamental que a criança reconheça seu espaço, onde ela vai dormir e brincar. Ter seu local faz parte da formação da identidade da criança. Outro ponto importante é que os pais também devem se sentir bem. Usar cores e estilos próprios, fugindo de modismos sem identidade, ajudam a criar uma atmosfera agradável para todos”, considera Maíra.

Divulgação Espaço do Traço Arquitetura

Quarto do bebê

A escolha do local do berço deve ser pensada de modo a evitar barulhos externos

Primeiro passo

A escolha do cômodo que abrigará o quarto do futuro bebê, segundo as arquitetas, deve ser pensada quanto a iluminação e ruídos. “Além de fatores que variam em cada caso, como dimensões e distância do quarto dos pais, avalie o ambiente com a melhor insolação”, ressalta Maíra. Segundo ela, o ideal é priorizar ambientes voltados à face norte, que recebem sol no inverno e ficam protegidos no verão. Além disso, quartos voltados para ruas muito movimentadas e barulhentas podem ser prejudiciais ao sono e à tranquilidade do bebê.

O piso ideal não deve ser gelado como cerâmicas ou porcelanatos, o melhor é usar pisos mais ‘quentes’ como laminados de madeira, vinílicos ou emborrachados. Já para as paredes. tem-se uma infinidade de opções, desde a simples escolha da cor, passando pelo papel de parede, adesivos decorativos, quadros e boiserie. “Hoje já não é regra que o quarto do bebê precisa ser todo em tons suaves; para mamães mais ousadas, um toque de cor é super bem-vindo. Um importante cuidado é optar por tintas e colas a base d’água, que, além de minimizarem o impacto ambiental, reduzem a utilização de materiais tóxicos e alergênicos”, finaliza.

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Móveis

“O principal cuidado é que o ambiente seja seguro para o bebê”, salienta Vanessa. Segundo ela, na escolha dos móveis infantis, o básico é ter um berço, um armário para roupas e brinquedos, uma cômoda para troca, além de uma poltrona para amamentação. “A melhor escolha é comprar o berço pronto, pois os mesmos possuem certificação. Os com sistema antirrefluxo (que levanta o estrado da cabeceira), e com rodinhas são bem úteis para movimentar o berço para limpeza”, pontua. “É recomendável a opção pelos modelos que se tornam mini camas, pois acabam sento utilizados por mais tempo.”

Divulgação Espaço do Traço Arquitetura

Quarto do bebê

Contar com nichos nas paredes é uma ótima saída para a decoração

A cômoda ideal deve ter de 85 a 92 cm de altura. “Mais baixo que isto e a mamãe pode preparar-se para uma baita dor nas costas”. Quanto a profundidade, Maíra recomenda que fique entre 50 e 60 cm para facilitar a troca no início, pois “desta forma o bebê fica de frente para a mãe e não de lado”. Para Vanessa, o armário pode ser bem versátil: “Modelos sob medida são incríveis em relação ao melhor aproveitamento do espaço. Até mesmo trocadores podem ser embutidos de forma que posteriormente cedam lugar para mais prateleiras e gavetas”.

Outro item fundamental quando se tem espaço é uma poltrona de amamentar. “Com certeza, a mamãe passará horas sentada nela, por isto deve ser bastante confortável. Se tiver um pufe para apoiar os pés, melhor ainda. A dica é que você teste na loja o modelo que melhor se adapte ao seu biotipo”, observa.

Além disso, um mobiliário que pode ajudar é a cama auxiliar. “Claro que depende do estilo de cada casal, mas é um elemento muito útil para aqueles que não são partidários da cama compartilhada, pois você pode dormir com o bebê no quarto dele evitando levá-lo para a sua cama, assim ele acostuma a dormir no quartinho dele desde cedo”, complementa Maíra.


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