ABNT publica Norma de Diretrizes para Boas Práticas de Serviços de Design

Em desenvolvimento desde 2015, norma visa padronizar etapas para que designers e contratantes obtenham mais qualidade e segurança

Publicado em 16 de maio de 2017 | 9:15 |Por: Paulinne Giffhorn

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Para esclarecer aos profissionais do mercado que design é, acima de tudo, um processo, foi desenvolvida e publicada, em maio de 2017, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Norma de Diretrizes para Boas Práticas de Serviços de Design. Embora ela não seja obrigatória, é por meio dela que um designer pode se espelhar para obter bons resultados em seu projeto.

ABNT - Norma

Alexandre Guedes Mussnich faz parte da Comissão Especial de Serviços de Design

“É preciso cumprir uma série de etapas para ter um bom resultado. O projeto de design não nasce na criação e sim na demanda, na qual se define um briefing e termina na contratação do serviço. Passamos, então, por uma fase de exploração e identificação de problemas, para então, chegarmos à criação e desenvolvimento”, explica o diretor proprietário da Planobase Lubianca, Alexandre Guedes Mussnich.

Desenvolvida com base na Norma de Terminologia, a Comissão Especial de Serviços de Design, formada por instituições de ensino, profissionais da área e empresas do segmento, vem se reunindo desde o início de 2015 para estabelecer quais eram os elementos comuns à sociedade que pudessem determinar as práticas nos serviços de design e quais eram as terminologias globais, aceitas pelo setor e pela sociedade em geral.

A norma apresenta as práticas que colaboram de modo decisivo no resultado da prestação de serviço, possibilitando a redução de erros e inconsistências na conclusão do projeto. “Seguindo essas técnicas, o designer aumenta sua assertividade, aprimora sua organização de informações, contribuindo diretamente para o sucesso do produto”, afirma Mussnich.

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A adoção das boas práticas nivelará a qualidade dos serviços de design por cima, oferecendo benefícios para o mercado e aos contratantes. “Uma vez que não tínhamos um processo padrão, existia uma diversidade muito grande de problemas, nos quais, muitas vezes, o cliente era impossibilitado de utilizar o projeto desenvolvido”, conta Mussnich.

Por meio da diretriz, o que é considerado uma aplicação adequada se consolida no mercado, trazendo também uma maior segurança aos designers e contratantes. “A norma não pretende resolver tudo, mas sim informar quais as diretrizes para uma boa prestação de serviços de design, servindo como uma base de consulta a todos os envolvidos”, complementa Mussnich.


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