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Em março, o comércio varejista do País registrou crescimento de 0,2% no volume de vendas e 0,3% na receita nominal, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Tanto para o volume como para a receita de vendas, tais resultados se apresentam superiores às taxas do mês anterior. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 12,5% sobre março do ano anterior, 10,3% no acumulado do trimestre e 7,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 15,4%, 13,9% e de 12,1%, respectivamente.
Das dez atividades pesquisadas em março pelo IBGE, seis obtiveram resultados negativos para o volume de vendas com ajuste sazonal (indicador mês/mês). Os resultados foram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%); Móveis e eletrodomésticos (1,2%); Tecidos, vestuário e calçados (0,8%); Material de construção (0,3%); Combustíveis e lubrificantes (-0,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%); Veículos e motos, partes e peças (-1,4%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,9%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,1%).
Já na relação março12/março11 (série sem ajuste), todas as atividades do varejo obtiveram resultados positivos no volume de vendas. Por ordem de importância no resultado global, as variações foram as seguintes: 12,2% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 21,2% para Móveis e eletrodomésticos; 14,1% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 30,5% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 9,8% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 5,0% para Combustíveis e lubrificantes; 4,1% para Tecidos, vestuário e calçados; e 4,4% em Livros, jornais, revistas e papelaria.
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 12,2% no volume de vendas em março sobre igual mês do ano anterior, continua a proporcionar a principal contribuição à taxa global do varejo (46%). Em termos acumulados, a taxa para os primeiros três meses do ano foi de 11,3%, e para os últimos 12 meses, de 6,1%.
Móveis
Móveis e eletrodomésticos, com variação de 21,2% no volume de vendas em relação a março do ano passado, registrou o segundo maior impacto na formação da taxa do varejo (30%). No acumulado do trimestre a taxa foi de 15,9% e nos últimos 12 meses, de 16,4% .
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com variação de 14,1% na comparação com março de 2011, foi a terceira maior participação na taxa global do varejo. As taxas acumuladas no trimestre e nos últimos 12 meses foram de 10,8% e 10,0%, respectivamente.
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pelo quarto maior impacto na formação da taxa global, obteve acréscimo no volume de vendas, em março, da ordem de 30,5% sobre igual mês do ano passado. A taxa acumulada no ano foi de 32,2%, e nos últimos 12 meses, de 24,8%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página do IBGE: www.ibge.gov.br
O primeiro 1º Trimestre de 2012 (1T12) foi marcado pelo crescimento das vendas em 25,7%, finalização do processo de integração das Lojas do Baú, continuidade do processo de integração da Lojas Maia e racionalização dos custos e despesas operacionais.
Os principais destaques no período, com término em 31 de março de 2012, foram os seguintes:
Crescimento Expressivo em Vendas: a receita bruta consolidada do Magazine Luiza no 1T12 foi de R$ 2,1 bilhões, crescendo 25,7% em relação ao trimestre de 2011. O crescimento no conceito mesmas lojas foi de 15,9%, o que representou ganhos relevantes de market-share. As vendas pela internet cresceram 42,8%, totalizando R$ 248,5 milhões no 1T12. Nas lojas físicas, as vendas no conceito mesmas lojas foram influenciadas pelo sucesso da Liquidação Fantástica, realizada na primeira semana de 2012, simultaneamente em todas as lojas, e pelo processo de maturação dos estabelecimentos.
Crescimento Sustentável: o grupo apresentou um crescimento sustentável no primeiro trimestre de 2012, mantendo uma política conservadora na aprovação de crédito pela Luizacred. A margem bruta consolidada se manteve nos patamares projetados para o trimestre, que consideravam uma melhora na margem da Luizacred e uma redução na margem do varejo, impactada pelo processo de integração da Lojas Maia e do Baú, além da participação significativa da Liquidação Fantástica. A companhia também manteve sua disciplina financeira, limitando as vendas sem juros.
Finalização do Processo de Integração das Lojas do Baú: a integração sistêmica da Lojas do Baú, última etapa do processo de integração, foi concluída no final de fevereiro de 2012. Todas as unidades já estão integradas aos sistemas do Magazine Luiza desde março, possibilitando a captura de sinergias por meio da redução de despesas administrativas e de logística, com o encerramento dos contratos de locação dos centros de distribuição do Grupo Sílvio Santos. Concluída a integração, pode-se dizer que as lojas iniciaram seu processo de maturação, que deve ser completado em 3 anos. As vendas devem crescer consistentemente, em função de um melhor abastecimento das lojas, dos benefícios da política comercial da companhia e do treinamento das equipes de vendas.
Continuidade do Processo de Integração da Lojas Maia: dando continuidade ao processo de integração das lojas do Nordeste, o grupo realizou a incorporação societária da Lojas Maia no dia 30 de abril de 2012. A próxima fase do processo corresponde à integração sistêmica de todas as lojas, programada para começar no 2T12. Vale ressaltar que a Companhia já concluiu diversas etapas do processo, incluindo vendas, marketing e treinamento, que possibilitaram o crescimento expressivo do faturamento. A próxima fase possibilitará melhor gestão comercial e redução de despesas.
Racionalização dos Custos e Despesas: a racionalização dos custos e despesas é o foco principal da companhia desde de janeiro de 2012, incluindo a revisão dos quadros administrativos e de lojas, e de todas as demais despesas operacionais.
Investimentos em Infraestrutura e Expansão: o Magazine Luiza inaugurou 7 lojas no 1T12 e fechou 5 lojas do Baú, passando de 728 lojas em dezembro de 2011, para 730 lojas em março de 2012. Dessa forma, o grupo mantém o seu plano em relação à abertura orgânica de lojas novas. Vale lembrar que, nos últimos 12 meses, a companhia incorporou 126 lojas novas a sua base total. Além disso, no 1T12, realizou importantes investimentos em infraestrutura, notadamente em logística, referentes, principalmente, às obras de expansão do centro de distribuição de Louveira.
Luizacred: a Luizacred manteve o conservadorismo durante o primeiro trimestre de 2012, com grandes provisões para perdas em crédito de liquidação duvidosa e taxas de aprovação de crédito menores quando comparadas com o 4T11. Os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012. A Luizacred também está participando do projeto de racionalização de custos e despesas, implementando uma série de ações que devem diluir suas despesas operacionais nos próximos trimestres.
Resultados: os resultados do Magazine Luiza ficaram em linha com o projetado para o 1T12, fruto do crescimento das vendas, do sucesso no processo de integração do Baú e da racionalização de custos e despesas. A maioria das despesas extraordinárias previstas para 2012 já foi realizada no primeiro trimestre, principalmente em janeiro e fevereiro, totalizando R$ 33,5 milhões (sendo R$ 20,3 milhões no Magazine Luiza e Baú, e R$ 13,2 milhões na Lojas Maia). No mês de março, as despesas operacionais já foram significativamente menores e ficaram abaixo do previsto, de forma que a companhia obteve novamente resultados positivos, tanto no varejo (incluindo Lojas Maia) como no consolidado.
Para os próximos trimestres de 2012, o grupo reforça seu foco principal na maturação das lojas novas, integração da Lojas Maia, redução e diluição de despesas e no aumento consistente da rentabilidade:
* Crescimento expressivo em vendas: a companhia está confiante em continuar aumentando substancialmente as vendas por meio da maturação das novas lojas, da internet e pelas boas perspectivas do mercado brasileiro, com destaque para a probabilidade de diminuição dos juros básicos da economia para o menor patamar histórico;
* Continuidade do processo de integração da Lojas Maia: a integração sistêmica da Lojas Maia deverá ser realizada até o final do 3T12. A partir do 4T12, a companhia deve se beneficiar de uma gestão totalmente integrada, com diluição de despesas administrativas e de logística. Além disso, a unificação de sistemas deverá trazer benefícios na gestão de capital de giro e de preços, possibilitando um aumento na margem bruta da Lojas Maia;
* Melhoria de rentabilidade na Luizacred: o grupo espera uma melhora na rentabilidade da Luizacred a partir do segundo semestre do ano devido à maturação da carteira de cartão de crédito e das lojas inauguradas em 2011, diluição das despesas operacionais e redução proporcional das provisões como consequência da melhoria na qualidade da carteira em atraso;
* Resultados: dando continuidade ao projeto de racionalização de custos e despesas, a companhia planeja implementar novas oportunidades ao longo de 2012, garantindo uma melhoria de rentabilidade nos próximos trimestres. A administração do grupo continua confiante na obtenção de melhores indicadores de produtividade e de resultados significativamente positivos para o exercício de 2012.
Cerca de um mês antes do encerramento do prazo para transferência do comando do Grupo Pão de Açúcar para o Casino, em 22 de junho, o grupo francês anunciou ao mercado que Abilio Diniz deve permanecer na presidência do conselho administrativo Grupo, mesmo com a transição do controle da holding Wilkes, que controla o Grupo Pão de Açúcar. A holding estava sob o controle de Diniz e agora será administrada pelo Casino, conforme contrato assinado em 2005, quando o grupo francês comprou o controle do GPA.
A partir de 22 de junho, conforme anúncio do Casino, o presidente do grupo francês, Jean Charles Naouri, passará a presidir a Wilkes – movimento que depende da realização da assembleia geral de acionistas para ser concretizado. Na nova composição do conselho, o Casino passará a ter sete conselheiros, enquanto que a família Diniz terá três, e não cinco, como anteriormente. Para os quatro conselheiros independentes indicados em conjunto a regra permanece a mesma.
Também na segunda-feira (14/05), o Casino divulgou ter informado a Diniz e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o exercício de compra do lote de ações que, pelo acordo estabelecido em 2006, o empresário brasileiro poderia vender, em preferência, ao grupo francês até 22 de agosto. Segundo a assessoria de Abilio Diniz, toda a divulgação feita pelo Casino está prevista em contrato e o empresário vai cumprir.