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Terça, 17 Abril 2012 13:52

Engenheiro desenvolve ensaio que estuda espessura original de colchões

Escrito por  Adriana Franco

O professor do Centro Tecnológico do Mobiliário (Cetemo), do Senai, e engenheiro, Leandro  Sosnoski, acaba de desenvolver ensaios com colchões. O trabalho consistiu em medir a espessura original dos colchões, força de indentação a 25% da carga, força de indentação a 40% da carga, força de indentação a 65% da carga e fator de conforto. Estes dados foram gerados automaticamente pelo software da máquina universal de ensaios.
 
Segundo o autor da pesquisa, os ensaios são única e exclusivamente utilizados para que exista uma norma na confecção e importação de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano. “Aqui, na unidade do Senai/Cetemo, em Bento Gonçalves (RS), estes ensaios são contratados por fabricantes para que seus colchões sejam aceitos no mercado, segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O meu objetivo final era fazer um levantamento dos dados e calcular as incertezas de medições para a confecção dos laudos emitidos pelo laboratório da unidade. O resultado foi alcançado”, comemora.

Na metodologia aplicada nos ensaios foram utilizados quatro corpos de prova, três deles foram ensaiados e um serviu de testemunha. O modelo do colchão utilizado foi o D-33, mas podem ser utilizadas outras densidades. Na máquina universal de ensaios, realizou-se o processo de indentação da seguinte forma:

- Por três vezes seguidas, o corpo de prova foi pré-comprimido a (70±5)% da espessura original a uma velocidade de (100±10)mm/min. Aliviou-se a força após atingir os (70±5)% de compressão na mesma velocidade;

- Comprimiu-se o corpo de prova a (25±1)% de sua espessura original. Manteve-se esta compressão por (30±1)s. Mediu-se então a força de indentação a (25±1)%;

- Aumentou-se a compressão do corpo de prova para (40±1)% de sua espessura original. Manteve-se esta compressão por (30±1)s. Mediu-se então a força de indentação a (40±1)%;

- Aumentou-se a compressão do corpo de prova para (65±1)% de sua espessura original. Manteve-se esta compressão por (30±1)s. Mediu-se então a força de indentação a (65±1)%;

- Após as compressões terem sido feitas imprimiu-se o relatório fornecido pelo software da máquina;
 
- Foram colocados os corpos de prova na máquina de fadiga em espuma sobre a placa de apoio, de modo que ficaram centralizados sob o indentador. Ajustou-se a amplitude do ciclo para que a espuma flexível fosse comprimida a (70±5)%, quando foram realizados 80 mil ciclos contínuos e, após, retirou-se o corpo de prova do equipamento, deixando-o em repouso por 20 minutos;
 
- Em seguida, colocou-se novamente o corpo de prova na máquina universal de ensaios e foram repetidos os testes para o ensaio de "pós-fadiga" e impressos os relatórios no próprio software da máquina;
 
- Com os resultados, chegou-se aos cálculos de incerteza conforme demonstrado na Tabela 3.4, que pode ser vista na íntegra do ensaio.

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