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No cenário mundial, a China superou a União Europeia em 2010 e alcançou o primeiro lugar como o maior produtor de móveis do mundo. Sozinho, o país responde por 30,3% de toda a produção mundial, segundo informações do estudo Brasil Móveis 2011, realizado pelo Iemi. A análise aponta também que, entre os países, o maior consumidor de móveis são os Estados Unidos, que absorvem 20,4% da produção mundial dos produtos.
A União Europeia, no entanto, lidera o comércio internacional de móveis, que deteve participação de 47,6% das exportações e 44,2% das importações realizadas em 2010. Apesar do alto volume de negócios, que giram em torno de US$ 55 bilhões de dólares, o estudo mostra que 66% dessas importações e 73% das exportações acontecem entre os países que compõe o bloco. Do total, a União Europeia exportou US$ 14,5 bilhões para países fora de sua área e importou US$ 17,4 bilhões.
Considerando apenas as transações ocorridas fora do bloco econômico, a maior parte dos produtos importados pela União Europeia são chineses. O bloco importou do país US$ 9,7 bilhões. O Brasil aparece como o 14° exportador para os países europeus, participando com 1,6% dos produtos adquiridos e transações somando US$ 281 milhões.
Já a Suíça e os Estados Unidos são os principais destinos dos móveis exportados pelo bloco, concentrando respectivamente, 16,9% e 15,1% do total enviado para fora da União Europeia. A Rússia é o terceiro maior importador dos produtos, com 11,4% das importações. O Brasil aparece na 23ª posição, com negócios de US$ 135 milhões, 0,9% das importações do bloco.
Estados Unidos - A China é também o principal fornecedor dos Estados Unidos, o maior mercado consumidor de móveis do mundo. As importações são crescentes no país, Em 2010, os EUA importaram 43,7% do total consumido, aumentando 27,7% o volume de importações em relação a 2009.
Em segundo lugar nos países fornecedores do mercado norte-americano está o México e em terceiro o Canadá. O Brasil participa com apenas 0,4% do total de importações do país. As transações brasileiras somaram US$ 128 milhões em 2010.
De acordo com o estudo Brasil Móveis 2011, a produção de móveis nos EUA caiu 17,2% neste período. Mesmo não produzindo o suficiente para alimentar seu mercado interno, o país ampliou em 22% seu volume de exportação. O total da produção exportado passou de 8,6%, em 2009, para 12,8% em 2010.
O principal mercado consumidor dos produtos produzidos nos Estados Unidos são o Canadá, o México e o Japão. Apenas o Canadá recebe mais da metade de todo o volume exportado pelo país. O Brasil é o 12° maior cliente dos Estados Unidos. Para cá vêm 0,7% do total exportado, somando US$ 45 milhões.
China - A China é o maior produtor de móveis do planeta, de acordo com o estudo Brasil Móveis 2011. Apesar disso, o consumo interno chinês é inferior à média mundial e mais de 30% da produção é destinado à exportação.
Em 2010, aponta o Iemi, a produção chinesa cresceu 18%, a exportação cresceu 30,2% e o consumo interno aumentou 13,7%. A importação de produtos também aumentou 34,3%, ainda assim representando apenas 2,2% do total consumido pelo país.
O principal público consumidor dos produtos chineses foram os Estados Unidos. O Brasil ganhou destaque ao aumentar suas compras de móveis chineses que cresceram 126,6% em 2010 sobre o total importando em 2009, passando de US$ 56,4 milhões para US$ 127,8 milhões.
Desde 2005, o crescimento da importação no Brasil de produtos chineses foi de 1.775%. No período o valor das importações brasileiras da China passaram de US$ 7,2 milhões para US$ 127,8 milhões (em 2010). (Acompanhe a evolução no quadro)
América do Sul - Na avaliação do estudo elaborado pelo Iemi, a participação do mercado sul americano de móveis ainda é pequeno. Apesar disto o consumo e a produção cresceram no último ano, aumentando respectivamente 20,1% e 22,1% em relação a 2009. No período, a importação de produtos nos países da América do Sul teve queda de 14,1%.
O Brasil é responsável por cerca de 87% da produção do setor do continente, 84% do consumo, 79% da exportação e 44% da importação.
Um pesquisa divulgada pela e-bit indicou que os 15 primeiros dias do ano foram positivos para o comércio eletrônico brasileiro. O faturamento das lojas virtuais foi de aproximadamente R$ 1,05 bilhão, o que representa um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado quando o volume foi de R$ 802 milhões. O segmento de casa e decoração destacou-se na quarta posição entre os itens mais vendidos pela internet. À frente estiveram eletrodomésticos, informática e produtos eletrônicos.
Ao todo na primeira quinzena de 2012 foram 2,78 milhões de pedidos realizados pela internet, um aumento de 35% em relação à mesma época do ano passado, quando o número de pedidos atingiu 2,06 milhões. Já o ticket médio teve queda de 2% e de R$388 passou para R$ 379. “Ainda assim, esse valor é maior que a média do ano inteiro de 2011, quando os gastos com as compras online ficaram próximos dos R$ 350”, afirma a diretora da e-bit, Cris Rother.
A e-bit também registrou queda no índice de atraso nas entregas. No início de 2011, a taxa foi de 19% e neste ano caiu para 16%. “Os e-consumidores têm a disposição empresas cada vez mais preparadas para atendê-los com eficiência. Isso é resultado de todo um trabalho por parte dos lojistas. No ano passado foram feitos investimentos em logística, centros de distribuição, tecnologia e capacitação profissional. Todo esse esforço só poderia trazer resultados positivos”, afirma Rother.