O setor moveleiro e o ano de 2015

Costuma-se dizer que a vida imita a arte. Se isto for de fato uma verdade nada mais oportuno, para o momento, do que refletir sobre uma das obras de um grande genio da literatura brasileira. Do alto de sua sapiência, sua mensagem é bastante atual, e orientativa, inclusive.

Em épocas como esta do ano, em que o setor moveleiro inclusive está planejando suas atividades para o ano seguinte, é importante buscar inspiração, onde ela estiver, e inclusive, mais do que buscar inspiração é importante buscar uma “blindagem” contra às influencias negativas que o ciclo politico e econômico nacional tendem a exercer sobre o estado de animo das pessoas e por consequência das empresas.

Na prática, o ano de 2015 para o setor moveleiro, será aquilo que a gente quiser que ele seja. O que irá variar, em relação a outros anos com cenários mais tranquilos, é o nível de planejamento, esforço e dedicação que todos deveremos ter.

 

“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?”

do imortal: Carlos Drummond de Andrade

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O que aprender com as eleições de 2014

Os resultados das eleições deste final de semana certamente nos oferecem leituras, que a bem do nosso próprio interesse precisam ser analisadas.

Não utilizarei este espaço para avaliações politicas propriamente dita, já que os meios de comunicação convencionais irão provavelmente se debruçar sobre o tema e se proporão a esgotar suas interpretações nos próximos dias, meses e anos.

Avaliando a partir da perspectiva do mundo corporativo podemos verificar que dois produtos distintos, de “fornecedores” distintos se apresentaram ao “cliente”.

Um deles, já estabelecido na vida do “cliente”, com um histórico gravado nas mentes se apresentou como consagrado, como sendo o referencial na vida de seu público, afinal, nunca antes na historia deste “cliente” nada de tão bom e inovador foi ofertado, e a partir desta “oferta” notou-se de fato uma evolução na vida do seu publico e com esta “experiencia positiva” na mente , o desafio em ter sua posição suplantada tornou-se ainda maior para o “desafiante”.

Do outro lado o “produto entrante”,  (ou querendo reconquistar o cliente, neste caso) também com um leve registro em poucas memórias de ter possibilitado mudanças positivas  na vida do seu cliente, no entanto,  com a “síndrome da pata” (aquela que bota o ovo mas não propagandeia), sem portanto construir um marco, uma referencia clara de experiencia positiva junto seu público.

O final desta história, que todos conhecemos neste dia 26 de outubro  mostra que boas intenções não substituem o planejamento, desenvolvimento e pós-venda, mesmo que seu “produto” seja substancialmente melhor.

Não existe produto que se venda por si próprio. Nada substitui a estratégia , e se não estivermos preparados para lidar com isto seremos substituídos.

E o pior, no nosso caso, é que não temos dinheiro publico para bancar nossas opções, o que torna nossas escolhas e erros de estratégias ainda mais vulneráveis.

 

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